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3º Congresso da CSP-Conlutas dá início nessa quinta-feira

Com cerca de 1500 participantes, o 3º Congresso da Central Sindical e Popular – Conlutas começou na cidade de Sumaré, interior de São Paulo. O Congresso conta com a presença de delegações de várias partes do país, assim como diversas organizações da esquerda e dos movimentos sociais e populares.

A abertura contou com a presença de representantes dos partidos de esquerda, como o Zé Maria pelo PSTU, Luiz Araújo pelo PSOL e PCB, além das centrais sindicais Intersindical com Pedro Paulo, CGTB e outras. O PSTU defendeu que não houve golpe no país e disse que o problema do país é o capitalismo e que é necessário uma revolução socialista, mas sem apresentar um caminho concreto para isso. Luiz Araújo, definiu que houve golpe no país e que há uma ofensiva conservadora, sendo necessário ampliar a unidade para combater os ataques, mas sem colocar uma denúncia das burocracias sindicais.

Magno, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da USP, apresentou a importância de uma grande campanha pela liberdade para Cesar Batisti, italiano ameaçado de deportação e morte por exercer a resistência contra ditadores.

Diana Assunção, dirigente do Movimento Revolucionário de Trabalhadoras e fundadora do grupo de mulheres Pão e Rosas, declarou: “Viemos participar desse congresso como parte de uma delegação do MRT, com delegados do movimento Nossa Classe, que faz parte da diretoria do SINTUSP, do Sindicato dos Metroviários e FENAMETRO e da Apeoesp pela oposição. Queremos batalhar por ideias que possam fazer da Conlutas uma alternativa aos trabalhadores frente às traições das centrais sindicais ligadas ao PT e patronais. É fundamental que a Conlutas e as organizações que a compõem, PSTU, PSOL (MES, CST) reconheçam que houve uma capitulação da nossa central devido a política da direção majoritária, o PSTU, que alimentou o golpe institucional ao se ligar a direita no Fora Dilma, ao invés de buscar uma política de independência de classe. Somente assim podemos sair desse congresso para a atual conjuntura de ofensiva reacionária sobre os direitos e a vida dos trabalhadores. Mas também, é preciso ter claro papel traidor que centrais sindicais como CUT, CTB, Força Sindical e UGT, vem cumprindo após a histórica greve geral do dia 28 de abril e que para enfrentar isso precisamos fazer um forte trabalho na base dessas centrais unificando todas as forças nesse objetivo, partindo de uma grande campanha de solidariedade a exemplar batalha que os professores, servidores, motoristas de ônibus do Rio Grande do Sul vem travando contra Temer, Sartori e Marchezan e para que o dia 10 de novembro seja um dia efetivo de luta nacional.”

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