quinta-feira , outubro 19 2017
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Antonio Mello

Governo Temer autoriza trabalho escravo no Brasil. Revoguem-se disposições em contrário, inclusive a Lei Áurea


Não é outro o sentido das modificações na lei do trabalho escravo feitas pelo Ministério do Trabalho de forma ilegal, modificando numa canetada lei do país.

Estão aí na imagem as modificações absurdas e criminosas de forma didática.

O professor na UFRJ e Procurador do Trabalho no Rio de Janeiro Rodrigo Carelli escreveu sobre o assunto em O Globo, de onde retirei o trecho a seguir.


Após décadas de negação, o governo brasileiro foi processado [por permitir trabalho em situação análoga à de escravidão] em 1994 (Caso José Pereira) perante o Sistema Interamericano dos Direitos Humanos, firmando acordo em 2003 no qual admitiu a vergonhosa situação espraiada de trabalhadores em condição escrava em nosso território.
O reconhecimento do problema foi o primeiro passo para a busca de sua solução. Nesse mesmo ano, como parte do acordo firmado perante a Corte Internacional, houve a alteração do tipo penal, que se desdobrou em duas formas: o trabalho em condições análogas à de escravo por cerceamento de liberdade e o trabalho em condições análogas à de escravo por degradação e indignidade. Outras obrigações foram assumidas por nosso país, como a lista suja e a criação dos grupos especiais de combate à chaga.
Logo nosso país se tornou exemplo mundial de combate ao trabalho escravo, sendo elogiado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT).
A reação daqueles que não desejam que a modernidade chegue ao Brasil não tardou. Conseguiram suspender temporariamente a lista suja e asfixiar financeiramente o grupo móvel de fiscalização.
No entanto, após as tentativas de retrocesso na legislação mostrarem-se infrutíferas no Congresso Nacional, eis que, por meio de portaria do Ministério do Trabalho, a lei — objeto do acordo internacional — foi modificada. A alteração não poderia ser feita de forma mais antidemocrática: um ato de pasta de Poder Executivo alterando uma lei votada no Parlamento.
Porém, não é só a forma que preocupa: a lei nos empurra de novo para a época da Lei Áurea. Em uma canetada ministerial, realiza-se a restrição do conceito de condições análogas à de escravo, em termos simplesmente impossíveis de serem encontrados e provados. Os termos da portaria são ainda mais restritos do que os da legislação de 1940. Novamente o governo brasileiro vai declarar que não há mais escravos no Brasil. Como fez o famoso juiz do livro “Cem Anos de Solidão”, de Gabriel Garcia Marquez, será declarado que não há e nem nunca existiram os trabalhadores. O governo não conseguirá, no entanto, eliminar o sentimento de vergonha dos brasileiros perante o resto do mundo.


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Todos os senadores que devolveram o mandato a Aécio ‘Tem que ser um que a gente mata ele antes’ Neves



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Moro odeia Lula, isso todo mundo sabe. Ele prefere outras companhias





Será que Moro não sabia de nada sobre Aécio Neves e Michel Temer quando os cumprimentou sorridente ou, no caso de Aécio, passou boa parte do tempo na premiação em que estavam trocando risinhos como velhos companheiros de piada?

A delação de Tacla Duran, advogado da Odebrecht, que acusou formalmente o padrinho do casamento de Moro de pedir dinheiro (R$ 5 milhões) para conseguir facilidades junto à equipe da Lava Jato pode atingir a imagem do juiz, tanto quanto as expostas aqui.

Além disso, ficou comprovado pela Receita Federal que Tacla Duran pagou também à esposa de Moro, sem que até hoje ela ou o juiz tenha vindo a público prestar esclarecimento. Qual o objeto desse pagamento?

Será mais um moralista sem moral?

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Sistema eleitoral na Venezuela é blindado contra fraude, atesta juiz brasileiro que participou como observador


Entrevista de um juiz brasileiro que atuou como observador internacional das eleições governamentais na Venezuela no último domingo não deixam margem a dúvidas: o sistema de votação tem várias etapas que tornam praticamente impossível a fraude.
  • A identificação é biométrica em todas as urnas (no Brasil acontece apenas em algumas, em caráter experimental). 
  • As urnas são eletrônicas, como aqui, mas há a impressão posterior do voto, que serve para confirmar, como recibo, que é depositado em outra urna, para que possam ser conferidos os resultados. Se os da urna eletrônica não baterem com os impressos a urna é anulada.
  • Na lista de presença, além da assinatura do eleitor é impressa sua digital.
Mesmo assim, sempre que perde, a oposição ao chavismo diz que houve roubo. Como o probo Aécio por aqui.

Leia a entrevista do juiz à Folha a seguir e confira. O título que a própria Folha deu à matéria não deixa dúvidas: "Sistema venezuelano é exemplarmente blindado a fraude, diz juiz brasileiro".


Convidado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela para acompanhar as eleições de domingo (15), o juiz André Luis de Moraes Pinto disse que o sistema eleitoral do país caribenho "é exemplarmente blindado a fraude".
Segundo o órgão eleitoral, os aliados do regime de Nicolás Maduro venceram em 17 dos 23 Estados do país, enquanto seus adversários venceram em cinco. A oposição contesta os resultados e afirma que houve fraude —eles apareciam nas pesquisas vencendo mais da metade dos governos.
À Folha, o magistrado da 2ª Vara Cível de Santa Cruz do Sul (RS) e membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD) afirmou que a atmosfera do pleito era "pacífica, civilizada e respeitosa", apesar da rivalidade política.
Moraes Pinto chegou a Caracas na quarta (11), um dia antes do encerramento da campanha, e foi enviado no domingo a uma seção eleitoral do Estado de Nueva Esparta, em que o pleito foi vencido pela oposição ao chavismo.
Além dele, as autoridades venezuelanas chamaram a juíza Karla Aveline de Oliveira, de Porto Alegre, também da AJD. Os dois já foram juízes eleitorais —atualmente Moraes Pinto é titular da zona eleitoral de Santa Cruz do Sul.

Folha - Como os senhores avaliam a situação prévia às eleições de domingo?
André Luis de Moraes Pinto - Começamos nossas atividades em Caracas no dia 11 [quarta-feira antes da eleição]. O clima sentido, tanto na capital, quanto nos estados para os quais fomos encaminhados, foi de absoluta tranquilidade, numa atmosfera pacífica, civilizada e respeitosa —apesar da rivalidade existente entre os simpatizantes das candidaturas.
Na véspera do pleito nos reunimos com até três representantes de cada um dos diferentes partidos e movimentos ligados tanto à situação quanto à oposição, em momentos em sequência (separadamente).
Na reunião em que estive, também se fizeram presentes um juiz representando o Poder Judicial, o Poder Eleitoral [CNE], o Ministério Público (a quem também coube fiscalizar a lisura das eleições) e a Defensoria Pública.
Os senhores ficaram em algum centro eleitoral no dia da eleição? Chegaram a ver algum tipo de irregularidade?
Cada qual de nós, no estado para o qual foi dirigido estivemos presentes, desde antes da abertura das mesas (às 6h) e ao longo de todo o dia em diversos pontos de votação, espalhadas por distintas localidades.
Nenhum ilícito eleitoral me foi trazido por eleitores ou fiscais e, também, não os percebi.
Concluímos que o sistema de votação —com identificação do eleitor 100% biométrica, com uso de urna eletrônica e voto impresso e com a aposição da digital do eleitor ao lado da assinatura no caderno de presença— revela solidez, organização, rapidez do ato, transparência e sofisticação, mostrando-se, assim, exemplarmente blindado a fraude.
A existência de auditorias e certificações —antes, durante e depois da votação (todas com acompanhamento de representantes das forcas politicas participantes do processo) igualmente merece destaque.
Os senhores acompanharam o processo de apuração? Se sim, em que condições ele foi feito?
Assistimos o processo de encerramento da votação, extração dos dados registrados na urna eletrônica, transmissão deles para a Junta Nacional em Caracas e apuração da urna com as cédulas de papel sorteada, procedendo à conferencia e verificação do numero de eleitores votantes e dos votos dirigidos a cada qual dos partidos.
Todos estes atos foram acompanhados também pelos fiscais indicados pelos partidos que participaram do pleito e, o escrutínio (realizado no próprio local), inclusive contou com a assistência de dez cidadãos escolhidos aleatoriamente (por previsão legal).
Não foi registrada nenhuma impugnação ou queixa pelos fiscais políticos.
Em relação ao efetivo de segurança da missão, os senhores puderam sair a outros lugares que não as seções eleitorais?
Tanto nas seções eleitorais, quanto fora delas tivemos contato e conversamos com diversos cidadãos, sem que tenha havido qualquer embaraço por parte da segurança.
No dia das eleições, testemunhamos eleitores voluntariamente se dirigindo as centrais e mesas de votação, podendo exercer o direito ao voto com liberdade, garantido plenamente o sigilo da sua escolha.

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Facebook terá 7500 censores para barrar fake news, terrorismo e comunicação alternativa de esquerda – o que para eles é sinônimo


Continuando a denúncia da guerra que a mídia corporativa e mais Google e Facebook declararam contra a comunicação alternativa e de esquerda.

Aqui, três recentes:


A de hoje, logo após o lembrete de que você pode receber notificações de postagens do Blog do Mello assim que elas forem feitas (menos no horário de meia noite às 7h, porque pode ter postagem, mas só vou enviá-las pela manhã). No celular, há uma forma de fazer a requisição pelo próprio app, logo abaixo das postagens.


O Facebook anunciou que vai abrir um novo centro de controle (leia-se "censura") em Essen, Alemanha, com 500 funcionários. Isso duplicará o número de trabalhadores encarregados de censurar e revisar o conteúdo no site. Até agora, a empresa possui apenas um desses centros, em Berlim.

Milhões de usuários da Internet estão sendo censurados sistematicamente por esses escritórios. Os relatórios das publicações críticas que foram suprimidas e os autores de esquerda e progressistas bloqueados aumentaram rapidamente nos últimos meses.

(...) The Guardian revelou em 21 de maio que o Facebook estava conduzindo este trabalho de forma sistemática. O jornal obteve uma centena de documentos de treinamento para os trabalhadores dos centros de controle e concluiu que eles são alarmantes para qualquer advogado da liberdade de expressão.

Enquanto mensagens que promovem violência extrema e assassinatos brutais ou que continham insultos foram aceitas, os funcionários foram ordenados a remover publicações como " Someone shoot Trump " porque, como presidente [e, acrescento eu, dos EUA], Trump faz parte de uma "categoria protegida". Portanto, o Facebook só permite a liberdade de expressão enquanto o governo, que julga digno de proteção, não é atacado. [o destaque em negrito é meu]

As estreitas conexões entre o governo e o aparelho de censura do Facebook são especialmente evidentes na Alemanha. Embora, no dia 1 de julho, apenas 1,5% dos usuários do Facebook viessem daquele país, 16% dos 7500 censores trabalharão na Alemanha quando a nova instalação estiver pronta até o final do ano.

A explicação para essa "preocupação" do Facebook é simples: em junho, o Parlamento Federal da Alemanha aprovou o chamado Lei de Observância na Rede, o que obriga empresas como o Facebook a cumprir com responsabilidades de um censor. Sem nem ao menos uma ordem judicial, a empresa deve excluir "conteúdo obviamente ilegal" (sic) em 24 horas ou enfrentar uma multa de até 50 milhões de euros. Detalhe: as grandes empresas de mídia é que determinarão o que "obviamente ilegal" significa.

O Google também faz o mesmo, como denunciei aqui: Google censura comunicação alternativa mundial em obediência à campanha da mídia corporativa sobre 'fake news'.

Na verdade, o que está em jogo é o controle da comunicação e da informação, em detrimento da comunicação alternativa e plural de esquerda. O combate às chamadas "fake news" serve de biombo para o objetivo de barrar qualquer comunicação que seja contrária ao establishment.

Fonte: WSWS.

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Estudo publicado na Science: ‘Variantes nos genes que estão associadas à cor clara da pele surgiram em África’


Estudo publicado na Science, uma das mais respeitadas revistas científicas do mundo, revela que os genes que dão a cor clara à pele são oriundos da África.

Portanto, todos aqueles branquelos europeus, e seus descendentes entre nós, assim o são graças a genes que vieram de lá.

O Público veio com uma reportagem sobre o assunto. Peguei algumas partes como resumo, mas se você se interessa pelo tema eu aconselho a ir diretamente lá e ler tudo. É só clicar aqui.


Um exercício fácil: de que cor é a pele africana? Escura, certo? A resposta pode não ser tão simples assim, se olharmos para as conclusões de um estudo genético publicado esta sexta-feira na revista Science. Primeiro, porque, constataram os cientistas, há muita diversidade na pigmentação da pele em África. Em segundo lugar, porque sabemos agora que as variantes nos genes que estão associadas à cor clara da pele dos euroasiáticos surgiram em África. 

Um grupo de 47 cientistas uniu-se numa aventura que partiu para um terreno pouco explorado na área genética humana: não só estudaram os genes da população africana (que, geralmente, não são abrangidos nos grandes estudos) como também o fizeram em África. Identificaram novas variantes genéticas que explicam os múltiplos tons que pintam a pele.

“Não existe tal coisa como uma raça africana.” A frase da investigadora Sarah Tishkoff está no comunicado de imprensa da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, que apresenta o estudo da equipa de 47 cientistas que identificou genes responsáveis pela diversidade da cor da pele dos humanos. A ideia não é nova mas a cientista anuncia-a de uma forma impressionantemente assertiva. Questionada pelo PÚBLICO, a investigadora vai mais longe: 

“A nossa investigação dissipa a noção de raças biologicamente definidas.” O trabalho destes cientistas é especificamente sobre os genes associados à pigmentação da pele em populações africanas e Sarah Tishkoff conclui que a variação na cor da pele dentro (e mesmo fora) de África é imensa.

“Mostramos que existem populações no Sul da Ásia e da Austrália e Melanésia que são quase tão pigmentadas como os africanos e que, mesmo dentro de África, há muita variação na cor da pele. Portanto, a cor da pele é um classificador terrível para a raça. Além disso, vemos muita variação genética dentro e entre as populações africanas, dissipando as noções de uma única raça africana. Por fim, vemos que as variantes associadas à cor clara da pele que estão presentes em euroasiáticos realmente surgiram na África, novamente dissipando um conceito biológico de raça”, esclarece.

Um início mais claro


Este projecto surge-nos como uma árvore com vários ramos que prometem dar frutos. Por um lado, os resultados ajudam a esclarecer a biologia da pigmentação que tem implicações para a saúde, sobretudo para a compreensão das causas de distúrbios de pigmentação (albinismo ou vitiligo, por exemplo) e de cancro da pele. Um outro ramo leva-nos a mais pistas sobre a evolução e adaptação humana. As variantes genéticas em África associadas à pigmentação da pele revelam-nos pistas sobre os momentos de migração, tanto dentro de África como para fora do continente africano.

Este projecto surge-nos como uma árvore com vários ramos que prometem dar frutos. Por um lado, os resultados ajudam a esclarecer a biologia da pigmentação que tem implicações para a saúde, sobretudo para a compreensão das causas de distúrbios de pigmentação (albinismo ou vitiligo, por exemplo) e de cancro da pele. Um outro ramo leva-nos a mais pistas sobre a evolução e adaptação humana. As variantes genéticas em África associadas à pigmentação da pele revelam-nos pistas sobre os momentos de migração, tanto dentro de África como para fora do continente africano.

Este projecto surge-nos como uma árvore com vários ramos que prometem dar frutos. Por um lado, os resultados ajudam a esclarecer a biologia da pigmentação que tem implicações para a saúde, sobretudo para a compreensão das causas de distúrbios de pigmentação (albinismo ou vitiligo, por exemplo) e de cancro da pele. Um outro ramo leva-nos a mais pistas sobre a evolução e adaptação humana. As variantes genéticas em África associadas à pigmentação da pele revelam-nos pistas sobre os momentos de migração, tanto dentro de África como para fora do continente africano.

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Embaixador da Coreia do Norte na ONU: ‘A guerra nuclear pode explodir a qualquer momento’


De tanto enxergar o mundo numa realidade virtual, como se fosse um videogame ou um desses games televisivos, tipo O Aprendiz (onde o atual presidente Trump foi produtor e apresentador nos EUA), as pessoas agem e elegem sem medir a consequência dos seus atos, como se fosse uma brincadeira, um jogo.

Só que a realidade sai do game, como a personagem de A Rosa Púrpura do Cairo, de Woody Allen, e invade as ruas e o dia a dia das pessoas.

O presidente dos Estados Unidos parece que ainda não entendeu que não está no comando de O Aprendiz e está levando seu país e o mundo a uma guerra nuclear de consequências desastrosas e inimagináveis. Não é à toa que muitos estadunidenses conspiram abertamente por seu impeachment e há quem ofereça 10 milhões de dólares por uma informação que possa levar a isso.

O caso com a Coreia do Norte se agrava a cada dia e declaração do embaixador daquele país na ONU não deixa dúvidas sobre isso.


O embaixador da Coreia do Norte nas Nações Unidas, Kim In-ryong, advertiu que a situação na península coreana "atingiu o pico" acrescentando que "a guerra nuclear pode explodir a qualquer momento" .

Kim In-Ryong disse ao comitê de desarmamento da Assembleia Geral da ONU que a Coreia do Norte é o único país do mundo que foi submetido a "uma ameaça nuclear tão extrema e direta" pelos Estados Unidos desde a década de 1970, acrescentando que o país tem o direito de possuir armas nucleares em legítima defesa.


Ele também comentou que os EUA elaborou um plano para organizar uma "operação secreta destinada a eliminar nossa suprema liderança".

Este ano, disse In-Ryong, a Coreia do Norte completou sua "força nuclear estatal e se tornou uma potência nuclear completa que possui os meios de entregar diversas gamas de armamento, incluindo bombas atômicas, bombas H e mísseis balísticos intercontinentais" .


"Todo o território dos Estados Unidos está dentro da nossa gama de tiro e se se atreve a invadir nem que seja uma polegada de nosso território sagrado não escapará do nosso severo castigo em qualquer lugar do mundo", advertiu.

O embaixador da Coreia do Norte na ONU descreveu o arsenal nuclear e de mísseis de seu país como "um ativo estratégico valioso que não pode ser revertido ou trocado por nada".
[Fonte: Telesur]

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Índio não quer apito, quer Coca-Cola. Diarreia, obesidade, diabetes afetam índios no Norte do Brasil


Acossados pela propaganda e por agressiva estratégia de marketing das empresas produtoras de refrigerantes, os índios são os que mais sofrem com o consumo exagerado da bebida, pois seu organismo não esteve em contato com bebidas adoçadas com açúcar refinado ao longo dos tempos. É comum ver crianças indígenas tomando refrigerante na mamadeira.




Os índios venezuelanos da etnia warao, cada vez mais presentes no norte do Brasil, estão enfrentando graves problemas de saúde e de alimentação, como desnutrição, diarreia e outras complicações devido ao alto consumo de refrigerante. 

Os indígenas vivem basicamente de pedir esmolas e vieram ao país para fugir da fome. Começaram a chegar em massa no ano passado, entrando pela fronteira com Roraima. Um dos motivos da migração é crise econômica e política da Venezuela, o que dificultou o acesso a alimentos.

Inicialmente, centenas se abrigaram em cidades de Roraima, como Boa Vista e Paracaima. Mas também no Amazonas

(...) Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as crianças enfrentam grave estado de desnutrição devido à alimentação escassa ou, por vezes, à má qualidade da comida. O órgão afirma que houve casos de morte por problemas de saúde em Manaus e Belém.

Por outro lado, funcionários da prefeitura que acompanham os grupos têm enfrentado outra complicação: os indígenas consomem altas quantidades de refrigerante. Os servidores suspeitam que o excesso do produto está causando diarreia nas crianças.

A BBC Brasil acompanhou um grupo de 44 índios no centro de Belém, 23 deles crianças. A comunicação com eles é bastante difícil, porque os warao falam apenas seu próprio idioma e não dominam a língua espanhola ou portuguesa.

De fato, as crianças beberam altas quantidades de refrigerante em poucas horas. Bebês carregavam mamadeiras cheias da bebida. Quando conseguiam algum dinheiro, os índios compravam a bebida em barracas do Ver-o-Peso, tradicional mercado popular no centro de Belém.

Segundo Rita Rodrigues, psicóloga que acompanha a tribo na cidade, esse grupo de 44 warao chega a beber 20 litros de refrigerante por dia. "A gente tenta falar para os pais não darem refrigerante para as crianças, que poder ser ruim, mas é um hábito que eles aparentemente têm há tempos. Eles bebem o dia inteiro", diz Rodrigues. [leia reportagem completa da BBC Brasil]


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Algoritmo tucano do STF sorteia tucano Alexandre de Moraes para relatar votação que pode afastar tucano Aécio Neves


Tucano da gema, o ministro do STF Alexandre de Moraes era filiado ao PSDB até ser indicado por Temer para o STF, quando teve que se desfiliar por exigência técnica.

Agora, foi ele o "sorteado" para relatar se o julgamento de Aécio marcada para hoje (mas que provavelmente será adiada) no Senado será com votação aberta ou secreta.

Pelo visto, o algoritmo que determina o sorteio do STF tem o comando "tucano" que responde com os tucanos Gilmar Mendes ou Alexandre de Moraes a qualquer demanda que envolva um tucano.

Agora, tem que ver a qual dos dois Aécios Alexandre de Moraes vai querer agradar. O que hoje quer votação secreta "para que os senadores votem de acordo com sua consciência e não pelo clamor público". Ou o que defendia votação aberta no processo de Delcídio, quando chegou a ir ao Supremo em favor disso:


“Não havendo menção no art. 53, § 2º, da Constituição à natureza secreta da deliberação ali estabelecida, há de prevalecer o princípio democrático que impõe a indicação nominal do voto dos representantes do povo, entendimento este que foi estabelecido pelo próprio Poder Legislativo, ao aprovar a EC nº 35/2001. Sendo assim, não há liberdade à Casa Legislativa em estabelecer, em seu regimento, o caráter secreto dessa votação, e, em havendo disposição regimental em sentido contrário, sucumbirá diante do que estatui a Constituição como regra”, decidiu o ministro Edson Fachin naquela ocasião. 

Entre Alexandre de Moraes e Aécio Neves há ainda uma parceria, defendida até pelo ainda senador na conversa gravada com Joesley Batista da JBS/Friboi:

O senador Aécio Neves citou “Alexandre” [então ministro da Justiça, que comanda a PF - BdM] em um dos áudios gravados por Joesley Batista e entregues como parte da colaboração premiada, em uma conversa em que o tucano falava que sobre o comando da Polícia Federal e dizia que "tem que escolher dez caras" para conduzir inquéritos de investigados.
A conversa estava relacionada às investigações originadas com as delações da Odebrecht. Este trecho foi interpretado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como demonstração dos esforços de Aécio Neves para obstruir a justiça. O tucano nega as acusações. [Fonte: Estadão]
ATUALIZAÇÃO:

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes concedeu nesta 3ª feira (17.out.2017) liminar (decisão provisória) obrigando votação aberta no Senado em sessão que pode derrubar o afastamento de Aécio Neves (PSDB-MG) de seu mandato. [Fonte: Poder360]


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Brito para Míriam Leitão: ‘Quem bota o lobo no poder não pode chorar pelas ovelhinhas’


O jornalista Fernando Brito dá um Tijolaço  na jornalista Míriam Leitão, que agora deu para estranhar o retrocesso e a bandalha em que está o país. Ela espera o que, quando apoiou firmemente o golpe e a subida de Temer e seu grupo ao poder?

Parece técnico de futebol que escala onze retranqueiros, cabeças de bagre, e reclama que o time não ataca. Alguém poderia esperar coisa diferente de roubalheira, perda de direitos, mutretas, jogo sujo de um time formado por Michel Temer, Moreira Franco, Eliseu Padilha, Geddel, Henrique Alves, escalado por Eduardo Cunha?

Vamos ao Brito, que publicou no seu Tijolaço:


A revelação feita hoje cedo pelo blog do Leonardo Sakamoto de que uma portaria do Ministério do Trabalho dificulta a autuação e a punição das empresas que praticam o trabalho escravo, está provocando reações na mídia, cheias da hipocrisia de quem sempre soube que o golpe foi, entre outros, apoiados pelos que querem fazer retroceder os direitos do trabalhador.
Ou não vimos os jornais, em coro, dizer que a proteção das leis trabalhistas eram um entrave ao nosso crescimento econômico? Será que passou despercebido o dilema francamente exposto por Jair Bolsonaro, que, entre uma continência à bandeira americana e gritos de “USA, USA!” disse que o trabalhador deveria escolher entre ter direitos ou ter emprego?
Mas nada é mais risível que a revolta de Miriam Leitão, que virou manchete no site de O Globo, aformando que a “portaria do trabalho escravo é vitória das forças do atraso‘.

Essa é mais uma medida de retrocesso social do país. Nos últimos anos já vinha sendo dificultada a divulgação da lista dos que foram flagrados em prática de trabalho escravo. Agora, por portaria do Ministro do Trabalho fica decidido que só ele pode divulgar a lista, e que só pode haver flagrante com a polícia, e que trabalho degradante e jornada excessiva não entram na mesma lista. Foi mais um pedido da bancada ruralista que o presidente aceita dentro do seu esforço para barrar a segunda denúncia.A dúvida é: é essa é mesmo a agenda do agronegócio, no fim da segunda década do século XXI? O setor tem um lado eficiente, moderno, globalizado. Vai continuar se deixando representar pelo atraso? Pelos que acham normal esse nível de maus tratos aos trabalhadores que são flagradas em alguns poucos empreendimentos rurais?

Peraí, Miriam: “mais uma medida de retrocesso social no país”? Quais foram as outras? A antirreforma trabalhista, que entra em vigor agora, substituindo a relação de emprego por contratos de “PJ”, sem direitos? A retirada, felizmente empacada, da aposentadoria ou seu adiamento para o “dia de São Nunca”? O aumento dos anos de contribuição exigidos para o trabalhador rural pensar em ter um benefício?
Ora, Miriam, mas vocês não puseram no poder as “forças do atraso”? Agora reclama que elas se comportem como sempre foram?
E como reclamar que Michel Temer está comprando com medidas como essa a recusa ao processo que o MP quer que se mova contra ele? A ilustre colunista nada sabia sobre as práticas do PMDB e o que ele exigia em troca de uma “governabilidade” que negou, desde quando Dilma Rousseff – aquela mesmo que a senhora odeia – foi apertando os cordéis para tirar os indicados da politicalha dos cargos de direção que ela sempre exigiu?
A questão do trabalho escravo, há muito tempo, é um paradoxo. Os fiscais do Trabalho tinham completa autonomia para agir e a tal “lista” nem sequer é assinada pelo Ministro do Trabalho, mas por quem ocupa a Secretaria de Inspeção do Trabalho. Se alguma falha tinha – e foi largamente explorada no Judiciário – é que a lista e suas sanções eram reguladas por portaria, não por lei.
E sabe porque, Miriam, não o eram por lei? Porque os valorosos parlamentares que derrubaram Dilma Rousseff jamais a aprovariam na forma em que era formulada, de acordo com as regras da Organização  do Trabalho, o que Dilma penou para conseguir, só em 2014, aprovar a desapropriação de propriedades onde ocorresse trabalho escravo (que tramitava como Emenda Constitucional desde 1979) e que os ruralistas só engoliram acrescendo um processo “definido em lei”. Lei, claro, que não saiu.
Quem bota o lobo no poder, Míriam, não pode chorar pelas ovelhinhas. Para continuar no reino animal, serão lágrimas de crocodilo.

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