terça-feira , janeiro 16 2018
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Buscando saídas para a crise econômica, por Joaquim Aragão

Categoria: 

Crise
Joaquim Aragão

Toda estratégica de retomada do crescimento pelo lado da política industrial tem de passar pelo reconhecimento das mudanças nelas produzidas no decorrer da fase neoliberal, que hoje se encontra em crise

CRISE ECONÔMICA AQUI E ALHURES: BUSCANDO SAÍDAS

Na medida em que a grande crise econômica que se iniciou no final da primeira década deste Milênio avança e atinge países que, em um primeiro momento, conseguiram manter a cabeça fora d´água, a procura por uma saída da estagnação passa a envolver intelectuais, governantes, políticos, gestores e empreendedores. Lançam-se mão a diversas contribuições e linhas de pensamento do grande acervo cientifico acumulado em séculos de pesquisa econômica, mas buscam-se também culpados e responsáveis pelo desastre que se aprofunda.

Por outro lado, evidencia-se em muitos portais especializados que a crise econômica se reflete em uma crise de modelos, do próprio pensamento econômico. Já vencido o modelo do socialismo real, também o modelo keynesiano, aplicado tardiamente nos últimos anos no Brasil e em parte da América Latina, não consegue, a despeito dos progressos sociais e da construção incipiente de um mercado de massas, fornecer mais fogo ao crescimento necessário à economia capitalista, que vive da acumulação de capital e, em escala social, desse crescimento.

Do lado monetarista/neoliberal, as “lições de casa” que dominaram nas últimas décadas também não logram desatolar a economia nos países “obedientes”, além de promover a concentração cada vez maior das riquezas e alastrar a insegurança existencial das massas das sociedades de diversos continentes. O caso mexicano é exemplar.

Entretanto, uma vez que a oposição ideológica e política a essa orientação reconhece sua própria impotência para fornecer contrapropostas, o sistema financista dominante continua a se impor no plano político, restringindo cada vez mais liberdades políticas e econômicas nas nações mergulhadas na crise, e ousando novas aventuras de livre-comércio; essas só conseguirão aprofundá-la, a despeito de possíveis miragens de retomada de crescimento, vendidas no mais alto tom pelos meios de comunicação que fazem parte do sistema.

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