terça-feira , fevereiro 20 2018
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A cidade gerida por dados, por Ana Lucía Moya

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Foto Rgbstock

no Project Syndicate

A cidade gerida por dados

por Ana Lucía Moya

Tradução Caiubi Miranda

SAN JOSÉ – Quando olha para o seu telefone ou tablet, o que vê? Pixels? Imagens? Distrações digitais? Eu vejo dados.

Todos os dias, geramos quantidades enormes de informações, um rasto de migalhas binário que desenha um mapa dos nossos interesses, hábitos, e interações. Para nós, que trabalhamos na área do planejamento urbano, estes conjuntos de dados díspares representam uma mina de ouro de oportunidades. Devidamente aproveitados, os dados gerados pelos usuários podem ajudar os urbanistas a construir cidades mais alinhadas com as necessidades reais das pessoas.

Só existe um problema: o mundo está praticamente afogado em dados. Para poderem usar todas as informações involuntariamente produzidas pelas pessoas, os urbanistas têm de melhorar o modo como os dados são capturados, analisados, e partilhados pelos setores público e privado. Se formos bem-sucedidos, alguns dos maiores obstáculos enfrentados pelo mundo, da pobreza às alterações climáticas, poderão tornar-se algo mais geríveis.

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A intervenção no Rio e a guerra contra os pobres, por Aldo Fornazieri

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A intervenção no Rio e a guerra contra os pobres

por Aldo Fornazieri

Nestas alturas dos acontecimentos todos sabem que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro é injustificável e que se revestiu de um ato eminentemente político. Injustificável porque o Rio está longe de ser a cidade mais violenta do Brasil, ficando, inclusive, atrás de várias outras capitais. Injustificável, porque durante o Carnaval não houve o propalado surto de violência. Pelo contrário: dos 27 indicadores de violência, 16 caíram em relação ao Carnaval de  2017. O indicador de homicídios, por exemplo, caiu 14,81% e o de roubos teve uma queda de 9,85%. Até mesmo o conservador Estadão fez um duro editorial classificando a intervenção como injustificável em face da ausência de um fato objetivo plausível para aplicá-la. Enquanto  isso, os tradicionais representantes da esquerda vacilante, somados à Marina Silva e a Miro Teixeira, a aprovam ou titubeiam na sua condenação.

O governo Temer, a beira do precipício, buscou dois objetivos com a intervenção: o primeiro, criar uma cortina de fumaça em face da não aprovação da reforma da Previdência que o marcaria por um fracasso retumbante, pois essa reforma era o ponto programático central do golpe. O segundo, uma tentativa desesperada de recolocar o governo e Temer no jogo eleitoral, já que todas as pesquisas os colocavam à margem dessa disputa. A intervenção, certamente, produzirá impactos no processo eleitoral, mas não terá força para suspender as eleições, como teme a esquerda medrosa.

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Joseph Conrad e o alvorecer da globalização

Editoria

Cultura

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por Douglas Portari

A professora Maya Jasanoff, da Universidade Harvard, escreveu o livro The Dawn Watch – Joseph Conrad in a Global World, da Penguin Press (A Vigília da Madrugada – Joseph Conrad em um Mundo Global, em tradução livre) como uma mistura de biografia e diário de bordo (ela refez algumas das viagens de Conrad). A obra é analisada aqui pelo jornalista, escritor e professor Adam Hochschild (de O Fantasma do Rei Leopoldo), cuja resenha primorosa para a revista Foreign Affairs alinhava Conrad, o imperialismo e as similitudes com o presente. Achei que valia a tradução.

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Cartada de risco, por Jandira Feghali

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Cartada de risco
 
por Jandira Feghali
 
Os fatos que precedem a intervenção militar no Rio emolduram o quadro que precisamos interpretar e que com o tempo irá perdendo as cores e ficando mais claro. O planejamento midiático, desde a preparação do golpe vem destruindo a confiança na política e a esperança do povo brasileiro. A assimetria de poderes ganhou relevância e a Constituição da República tratada como um instrumento a ser usado segundo a conveniência dos poderosos de ocasião, manietados pelo capital. 
 
A decisão destes de excluir o ex-presidente Lula do processo democrático brasileiro foi percebida pela sociedade que reage nas pesquisas e o mantem líder. Dois mil executivos aplaudem Bolsonaro em São Paulo com seu discurso vazio de projeto, mas fascistizante na ação. O povo ecoa em todo o Brasil e no Rio, em particular,  a rejeição ao governo Temer e às mazelas politicas, sociais e éticas decorrentes de seus acordos com o capital financeiro e com o que há de pior nos interesses da politica brasileira e estrangeira. 

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O povo não aceita mais ser escravo de ninguém, por Laurez Cerqueira

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Foto: Riotur

Por Laurez Cerqueira

A escravidão sempre foi um assunto indigesto nos salões iluminados 

A decisão de decretar a intervenção militar no Rio de Janeiro aconteceu imediatamente depois do forte impacto, na opinião pública, do desfile da escola de samba Paraíso do Tuiuti, e da faixa afixada na entrada da comunidade da Rocinha com um aviso ao Supremo Tribunal Federal que se Lula for preso o morro vai descer.

Não só a Rocinha pode descer, mas todas as comunidades do país podem ocupar as ruas, desarmadas. Basta pararem os carros nas ruas e avenidas, nas estradas, num trancaço nacional, ocuparem aeroportos, fazerem uma greve de transportes, e muitas outras ações de protesto contra as injustiças e a opressão.

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Contribuição ao debate em torno da intervenção federal no RJ

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Jornal GGN - Este artigo sobre intervenção federal, de autoria do ministro do STF Ricardo Lewandowski, foi publicado em março do ano passado no jornal O Globo. Hoje, com o tema de volta à vida do país, a assessoria do ministro encaminha o artigo por ser didático, o que pode contribuir com o debate em torno da medida adotada por Temer.

Além disso, o ministro é autor de livro cujo título é "Intervenção Federal", e é professor titular da USP na cadeira de Teoria do Estado.

Leia o artigo a seguir.

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O poder do financismo, por Paulo Kliass

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do Vermelho

Paulo Kliass: O poder do financismo

O período entre as festas do final do ano e a folia do Carnaval é normalmente marcado pela divulgação de informações que deveriam deixar envergonhados todos os que se preocupam com um mínimo de decência e justiça em termos da organização de nossa sociedade. Em especial, me refiro à forma como são apropriadas e distribuídas as diferentes formas de renda e riqueza entre nossos cidadãos.

Por Paulo Kliass

Durante os meses de janeiro e fevereiro as instituições financeiras apuram seus balanços patrimoniais e contabilizam os lucros realizados ao longo do ano anterior. Um dos aspectos que mais impressiona nessa maratona de publicação de seus resultados é a aparente naturalidade com que esses números são tratados por aqueles que são os responsáveis pelas editorias de economia dos grandes meios de comunicação e também por parte da maioria de nossos dirigentes políticos.

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A dupla ameaça contra a democracia liberal, por Dani Rodrik

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no Project Syndicate

A dupla ameaça contra a democracia liberal

por Dani Rodrik

Tradução de Caiubi Miranda

CAMBRIDGE - Hoje quase todos denunciam que a democracia liberal está em crise. A eleição de Donald Trump, o voto a favor de Brexit no Reino Unido e a ascensão eleitoral de outros populistas na Europa revelaram a ameaça de "democracia iliberal": uma forma de política autoritária que  tem eleições populares, mas pouco respeito à regra da lei e aos direitos das minorias.

São poucos os analistas que advertiram que a democracia ou populismo iliberal não são as únicas ameaças políticas. A democracia liberal também está sendo enfraquecida pela tendência de colocar a ênfase  no "liberal" em detrimento da "democracia". Nesta forma de política, os governantes são isolados de sua responsabilidade democrática por uma multiplicidade de restrições que limitam a variedade de políticas que podem implementar: estas são estabelecidas por órgãos burocráticos, reguladores autônomos e tribunais independentes ou impostos externamente pelas regras da economia global.

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Greiner Costa fala sobre o livro “Comentários a uma sentença anunciada – o processo Lula”

De forma contundente os artigos questionam variados aspectos considerados equivocados ou ilegais da sentença anunciada em 12 de julho de 2017 pelo Juiz Sérgio Moro.

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A Previdência como carniça do sistema financeiro, por J. Carlos de Assis

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O Globo anuncia que as três grandes agências internacionais de risco darão prazo até fevereiro para decidirem se desclassificam ou não o Brasil como destino de investimento. Oh, por Júpiter, bradarão os vigaristas do mercado financeiro! Eles contam com essa ameaça não por conta do risco mas a fim de aumentar a pressão para forçar o Congresso a aprovar de qualquer forma a chamada reforma da Previdência. Afinal, nem todo parlamentar é bem informado em questões financeiras. Muitos levam a sério a opinião das agências de risco.

Agências de risco existem há décadas. Elas se dedicavam originalmente a fazer avaliações de risco sobre empresas e países cujos clientes não tinham capacidade ou desejo de fazer estudos próprios para orientar seus investimentos. Era um trabalho essencialmente técnico. A partir da crise da dívida externa dos anos 80, elas passaram a avaliar os países também sob a ótica política. No momento seguinte, tornaram-se instrumento de forçar mudanças políticas de sentido neoliberal sobretudo nos países em desenvolvimento.

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