terça-feira , janeiro 16 2018
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Demissões na Estácio são suspensas pela Justiça do Trabalho

As 1200 demissões realizadas pela Estácio nesta semana foram suspensas na quinta-feira a noite pela Justiça do Trabalho, a decisão vale para o Rio de Janeiro, Paracambi, Itaguaí e Seropédica.

A decisão da Universidade Estácio de Sá de demitir 1,2 mil professores para contratar profissionais por um salário menor para o ano letivo de 2018 veio a tona nesta semana e causou grande comoção. As demissões foram suspensas pela Justiça do Trabalho na noite de quinta-feira (07) a partir de uma ação civil-pública do Sinpro-Rio.

A Estácio tem 72 horas para apresentar a lista de todos os professores demitidos, os termos de revisão desses profissionais, e a relação de pessoal que será contratado em substituição a eles, já que de acordo com o Presidente da Instituição, Pedro Thompson, o objetivo das demissões é cortar gastos diminuindo o valor da hora/aula. A instituição afirmou também que não tem como objetivo fazer uso das novas leis trabalhistas aprovadas pela Reforma Trabalhista.

Na avaliação do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região, as demissões vão prosseguir e devem atingir 1,5 mil professores, dos 10 mil no País inteiro. Após a primeira reunião nesta quinta-feira, 7, com professores e coordenadores demitidos, o sindicato decidiu promover hoje uma manifestação na sede da universidade no Estácio, no centro do Rio, primeira unidade da empresa na cidade. O objetivo é a readmissão de todo os professores, disse o diretor do sindicato Hélio Maia, que acusa a Estácio de ter esperado a reforma trabalhista entrar em vigor para iniciar as demissões.

A Estácio é um monopólio de educação superior que tem aprofundado o Ensino à Distância e a precarização da educação. Seus alunos criam dívidas para toda a vida ou passam o dia todo trabalhando para deixar uma enorme porcentagem dos seus salários para os lucros da empresa. Não é de hoje que a preocupação e prioridade desta instituição é a educação e com a aprovação da Reforma Trabalhista querem precarizar o trabalho dos professores, uma das categorias que tem sido atingida junto às categorias mais precárias como de terceirização de serviços de limpeza e fast food, pelas novas determinações das relações de trabalho impostas pelos golpistas que estão reduzindo à nada inclusive a possibilidade de permanência dos estudantes nestas instituições.

Fonte da imagem: rede brasil atual

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