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FAPSS recua na mudança do nome por pressão dos alunos

Nesta terça-feira (05), os estudantes da Faculdade Paulista de Serviço Social de São Caetano impuseram uma audiência pública com o dono da universidade, Pedro Beraldi para exigir explicações sobre a mudança de nome da faculdade.

A mudança do nome de Faculdade Paulista de Serviço Social de São Caetano do Sul para Faculdade Paulista de São Caetano do Sul foi descoberta pelos alunos na última semana, após uma aluna pedir seu diploma de conclusão de curso, e para sua surpresa, o nome da faculdade não era o mesmo que ela se formou. Os estudantes se organizaram junto ao Centro Acadêmico Palmares Gestão Quebrando Correntes e chamaram uma reunião de esclarecimento, na quinta-feira (30), onde foi debatido os desdobramentos da mudança do nome que se somam a outros aspectos de precarização da faculdade: ensalamentos, ausência de bolsas de permanência estudantil e o sucateamento através do ensino à distância (EAD) . Desta reunião foi tirada uma comissão de estudantes para analisar os processos legais da questão.

Na audiência pública foi questionado o dono da faculdade sobre a mudança do nome e a precarização dos cursos. Por muita pressão dos alunos que rechaçaram a demagogia de que "o ensino a distância seria o futuro da educação" e foram intimidados pela direção pela organização da reunião do último dia 30.

Pedro, atendendo a exigência dos alunos, se comprometeu em divulgar amplamente que o nome será mantido e que já entrará com os recursos jurídicos necessários para garantir o retorno do nome, de escrever uma nota pública que será repassada para o centro acadêmico amanhã (06/12).

Os alunos após a Audiência Pública se reuniram para manter a organização até que o caso seja resolvido. Na reunião foi debatido o recente exemplo de luta dos estudantes da FSA e decidiram por lançar uma carta dos estudantes para chamar uma organização regional das universidades para fortalecer a luta em defesa de uma educação que atenda aos trabalhadores.

Em entrevista ao Esquerda Diário, Bruna Nascimento, estudante do oitavo período de serviço social e militante da juventude Faísca falou sobre a precarização do ensino na faculdade não só em São Caetano, mas em todo o país: "Os ataques aos estudantes trabalhadores vem em peso desde a aprovação da PEC do fim do mundo, que congela os gastos com saúde e educação por 20 anos, a reforma do ensino médio, o escola sem partido, vulgo lei da mordaça, mostram a cara desse governo golpista. Se pensarmos a reforma trabalhista e a ameaça da reforma da previdência, vemos claramente que o plano para a juventude é trabalhar até morrer, sem acesso ao ensino e a um desenvolvimento pleno. Eu enquanto estudante me coloco em defesa da universidade e do ensino. Por isso, milito junto à juventude faisca contra o capitalismo que só nos reserva misérias "

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