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Neoliberalismo: suas causas e sua crise

A palestra abaixo pretende traçar um esboço – apenas uma introdução – sobre o fenômeno recente e histórico do assim chamado neoliberalismo. Essa intervenção foi realizada em grupo de pesquisa da UnB, organizado pelo NEPPOS/Serviço Social, em 7/11/17, e teve como título Neoliberalismo: uma explicação do fenômeno histórico [ou Neoliberalismo, suas origens, características e crise].

Após um ciclo de revoluções e processos a revolucionários que atravessaram os anos 1960 até inícios dos anos 1980, com sucessivas derrotas e/ou desvios daqueles processos, o imperialismo, com Reagan/Thatcher, desenvolveu uma ofensiva contra o mundo do trabalho, - destruindo conquistas sociais, achatando salários e precarizando – lado a lado com uma colossal financeirização e globalização do capital - que, de alguma maneira, ficou conhecida como neoliberalismo, ou, para alguns, a mundialização do capital.

Aquele processo de restauração burguesa [ver texto Nos limites da “restauração burguesa” de Matías Maiello e Emilio Albamonte, publicado na revista Estratégia Internacional n.5, julho 2011, São Paulo, que recomendo enfaticamente como o melhor e mais atual texto sobre o tema] teve como auge a derrocada da URSS, para os ideólogos do sistema, entendida como o “fim do comunismo”. Esse processo incluiu a degeneração do Estado operário chinês, e o acúmulo de uma montanha de dívida pública sem precedentes para o conjunto do mundo capitalista, até que este mergulhou em crise aberta desde 2008, uma grave crise econômica ainda em marcha, sem que, no entanto, o sistema haja encontrado outra saída para tal situação.

Por que isso aconteceu, qual o significado desse fenômeno em termos da crise imperialista, da luta de classes, das fricções interestatais, foi o tema da palestra reproduzida no vídeo abaixo, de 55 minutos.

Que tipo de equilíbrio foi rompido à medida que a grande empresa neoliberal [e também a novidade histórica da União Europeia] entraram em crise, que novos processos emergiram, e como isso expressa, a seu modo, a decadência do imperialismo de primeira ordem e do modo de produção capitalista, foi o alvo da argumentação desenvolvida no vídeo abaixo, que pode lhe interessar.

É importante lembrar que este vídeo é parte de um ciclo de quatro palestras sobre o imperialismo contemporâneo, e que teve início com o debate da Teoria do imperialismo de Lenin [http://www.esquerdadiario.com.br/A-teoria-do-imperialismo-em-Lenin-sua-atualidade-e-controversias ], seguiu-se com Nascimento e crise do imperialismo norte-americano [http://www.esquerdadiario.com.br/Estados-Unidos-nascimento-e-crise-de-uma-hegemonia ] e terá brevemente continuidade com a crise do imperialismo nos dias atuais, na “era Trump”.

Lembrete: o texto acima citado pode ser lido, em espanhol, no site: http://www.ceip.org.ar/En-los-limites-de-la-restauracion-burguesa ]

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