terça-feira , janeiro 16 2018
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‘I beg your pardon’. Tortura britânica na ditadura de 1964 foi para ‘reduzir práticas mais cruéis’ na jungle

imagem de documento secreto da embaixada britânica

O péssimo histórico de direitos humanos do Brasil estava começando a atrair publicidade negativa no mundo. Um método [o sistema inglês] que não deixava marcas físicas era considerado perfeito pelos militares para extrair informações.
 A notícia de que os britânicos participaram ativamente da ditadura civil-miltar do Brasil, ensinando técnicas de tortura que passaram a ser empregadas no início dos anos de 1970, está nos principais jornais do Brasil. O motivo é o lançamento do livro do pesquisador brasileiro, João Roberto Martins Filho, "Segredos de Estado: O Governo Britânico e a Tortura no Brasil (1969-1976)" (Ed. Prismas).


Martins desenvolveu extensa pesquisa, mas o assunto há havia sido abordado há quase quatro anos pela britânica BBC, que cita Alan Munro, que foi cônsul geral britânico no Rio nos anos 1970. Para Munro, a introdução das técnicas de tortura de seus compatriotas no Brasil tinha "o sentido de reduzir as práticas mais cruéis" adotadas por aqui...

Bom, os que sofreram essas torturas não têm opinião tão lisonjeira quanto a do cônsul.


Alvaro Caldas pertencia a um grupo comunista quando foi preso em 1970. Ele passou dois anos preso dentro de um quartel da polícia militar no Rio de Janeiro.
Ele foi submetido a espancamentos, choques e pendurado no "pau de arara" – amarrado de cabeça para baixo por horas.
Ao ser solto, ele desistiu da política e passou a se dedicar ao jornalismo esportivo. Em 1973, voltou a ser preso. Caldas foi levado ao mesmo prédio, mas tudo estava diferente por lá.
"Desta vez, a cela estava limpa e esterilizada, com um cheiro nauseante. O ar condicionado era muito frio. A luz estava permanentemente acesa, então eu não tinha ideia se era dia ou noite. Eles alternavam sons muito altos e depois muito baixos. Eu não conseguia dormir de jeito nenhum."
Alvaro conta que a sensação avassaladora que sentia era medo. De tempos em tempos, alguns oficiais entravam na cela, o encapuzavam e levavam para interrogações. Ele sentia que o objetivo era desestabilizá-lo, fazendo-o confessar algum crime que não havia cometido.
Isso não era tortura física, mas sim uma pressão psicológica intensa.
"Por sorte, só passei uma semana lá. Se tivesse ficado duas semanas ou um mês, teria enlouquecido."

O professor Gláucio Soares entrevistou vários generais brasileiros nos anos 1990. Ivan de Souza Mendes foi um deles:

"Os americanos também ensinam, mas os ingleses é que são os mestres em ensinar como arrancar confissões sob pressão, por tortura, de todas as formas. A Inglaterra é o modelo de democracia (sic). Eles dão cursos aos seus amigos".

E como seria essa tal técnica britânica que teria vindo com a preocupação ('I beg your pardon') de introduzir uma tortura mais soft na ditadura?

O método ficou consagrado em inglês como "Five Techniques", ou "Cinco Técnicas":
  • Manter a pessoa de pé contra uma parede por muitas horas
  • Encapuzar
  • Sujeitar a grandes barulhos
  • Impedir o sono
  • Pouca comida e água
Leia a matéria completa da BBC aqui.

Ou assista ao vídeo com a reportagem completa (em inglês) que foi ao ar na BBC inglesa em maio de 2014.




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William Waack quebra o silêncio, critica a “mídia tradicional” e afirma que não é racista

O jornalista, demitido da Globo em razão de ter feito o comentário racista “coisa de preto”, falou pela primeira vez a respeito do caso; ele disse ter feito uma piada a afirmou que “os canalhas do linchamento” querem tirar o “caráter irreverente” do povo brasileiro.

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