quarta-feira , dezembro 13 2017
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“Supera Rio UERJ” ocorrerá nessa segunda contra o desmonte da universidade

Nessa segunda-feira, 14, ocorrerá no Campus Maracanã da UERJ o evento "Supera Rio UERJ", com a presença de entidades, parlamentares e advogados em defesa da universidade que vem sendo duramente atacada pelo governo de Pezão. Veja programação completa.

Ocorrerá transmissão ao vivo pela TV UERJ

PROGRAMAÇÃO:

16h – 17h | MESA 1: ABERTURA
com parlamentares e representantes da UERJ e das entidades de classe

17h – 17:40h | MESA 2: AUTONOMIA E A IMPORTÂNCIA DO DUODÉCIMO
com representantes da área jurídica e deputado Luiz Paulo

17:40h – 19:00h | MESA3: TODOS PELA UERJ
ato com deputados estaduais, deputados federais e senadores presentes na resistência pela UERJ

PARLAMENTARES CONFIRMADOS:

Alessandro Molon (REDE | Deputado Federal)
Alexandre Valle (PR | Deputado Federal)
Benedita da Silva (PT | Deputada Federal)
Carlos Minc (Sem partido | Deputado Estadual)
Chico Alencar (PSOL | Deputado Federal)
Comte Bittencourt (PPS | Comissão de Educação ALERJ)
Dr. Julianelli (REDE | Deputado Estadual)
Eliomar Coelho (PSOL | Deputado Estadual)
Deputada Enfermeira Rejane (PC do B | Deputada Estadual)
Flavio Serafini (PSOL | Deputado Estadual)
Gilberto Palmares (PT | Deputado Estadual)
Glauber Braga (PSOL | Deputado Federal)
Jandira Feghali (PCdoB | Deputada Federal)
Luiz Paulo (PSDB | Deputado Estadual)
Lindbergh Farias (PT | Senador)
Marcelo Freixo (PSOL | Deputado Estadual)
Otavio Leite (PSDB | Deputado Federal)
Paulo Ramos (PSOL | Deputado Estadual)
Waldeck Carneiro (PT | Deputado Estadual)
Wadih Damous (PT | Deputado Federal)
Wanderson Nogueira (PSOL | Deputado Estadual)
Zé Augusto Nalin (PMDB | Deputado Federal)
Zeidan (PT | Deputada Estadual)

Carolina Cacau, diretora do Centro Acadêmico de Serviço Social (CASS) e militante da juventude Faísca, comentou a importância do evento e sua opinião sobre como seguir a luta:

"Para a defesa da UERJ, é fundamental construirmos uma ampla aliança entre os setores que se coloquem na perspectiva de combater os ataques feitos pelos governos de Pezão, mas também de Temer, à UERJ, ao funcionalismo e ao povo fluminense de conjunto, e também à educação nacionalmente, que vêm sofrendo cada vez mais ataques e que encontra na UERJ o exemplo mais grave - não à toa, já que a UERJ é uma universidade com caráter muito menos elitista do que a média das universidades públicas, tendo sido a primeira a implementar cotas raciais no país.

Para isso, é fundamental exigirmos do DCE da UERJ que tenha uma postura mais firme para organizar eventos, festivais, debates, ações de rua e ampliar a solidariedade nacional. Também consideramos que demais entidades estudantis, como a UNE e UEE, têm grande responsabilidade em construir essa luta. Entidades sindicais e as centrais, como CUT e CTB, precisam tomar essa luta em suas mãos também, defendendo não apenas os técnicos e docentes da UERJ que estão com salários atrasados, mas a educação pública que tem na UERJ uma das mais importantes instituições do país.

Os parlamentares do PSOL, em particular Marcelo Freixo, que têm um imenso peso político no estado e até mesmo nacionalmente, devem se colocar à frente, em conjunto com essas entidades, para convocar encontros de base que possam unificar a luta da UERJ ao conjunto das lutas que vêm surgindo, como dos servidores da saúde no Rio, da Faetec e UENF, dos professores de Caxias e demais setores.

Mas nessa luta precisamos ter independência política da reitoria e dos partidos que vem sendo protagonistas dos ataques, pois eles se colocam, de forma muitas vezes demagógica, nos debates em defesa da UERJ, mas não estão interessados em levar essa luta até o fim. Até representantes do PMDB, partido de Pezão e Temer que vem desferindo os maiores ataques contra nós, estão tentando 'sair bem na foto' e falar palavras ao vento em defesa da UERJ. O diretor da Faculdade de Direito, que defende a volta às aulas mesmo com a impossibilidade de que os cotistas compareçam à universidade, também compõe esse setor que, se por um lado fala em defender a UERJ, por outro é ele mesmo protagonista de ataques aos setores mais atingidos pela crise da universidade.

Por isso, chamamos também a construir a assembleia estudantil, o UERJ na Rua, e outras atividades de nossa greve que possam fortalecê-la de forma independente, sem deixar de nos apoiarmos na iniciativa do Supera Rio UERJ como uma forma de chegar a setores cada vez mais amplos que possam se solidarizar e apoiar nossa luta."

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