A montadora chinesa Geely anunciou, nesta quarta-feira (23), o desenvolvimento de uma nova tecnologia de baterias e sistemas de carregamento. A inovação é capaz de elevar a carga de um veículo elétrico de 10% para 70% em apenas quatro minutos, permitindo que a recarga total seja concluída em oito minutos.
De acordo com informações da agência Reuters, a operação desse sistema exige a utilização de um carregador específico com potência de 2,2 MW. Esse índice supera a capacidade da concorrente BYD, que opera com eletropostos de 1 MW e possui a meta de instalar mil dessas unidades em território brasileiro até o ano de 2027.
Nos postos de recarga da Geely, o processo para atingir 70% da bateria ocorre em quatro minutos, enquanto a carga integral demanda 8 minutos e 40 segundos. Em comparação, a solução da BYD consegue finalizar a recarga em pouco mais de nove minutos, mesmo dispondo de menos da metade da potência oferecida pela Geely.
Para assegurar a viabilidade e a segurança do processo, a fabricante implementou inteligência artificial nos veículos. O sistema monitora constantemente a saúde da bateria e o controle térmico, visando prever e mitigar riscos causados pelo fluxo intenso de energia elétrica durante a operação.
Apesar do avanço tecnológico, o carregamento ultrarrápido não será democratizado para todos os modelos. A Geely ainda não detalhou quais veículos receberão a tecnologia. No caso da BYD, esse recurso está restrito aos modelos da Denza, sua submarca voltada ao segmento de luxo.
No mercado brasileiro, a diferença de custos é evidente. O modelo de entrada da BYD, o Dolphin Mini, tem preços a partir de R$ 119.900,00. Já o Denza B5, a opção mais acessível da linha de luxo, custa a partir de R$ 405.000,00.
Para fins de comparação técnica, o Dolphin Mini suporta recargas de até 40 kW. Isso significa que, mesmo se conectado a um eletroposto de 1.500 kW, o veículo receberá apenas a potência máxima que sua arquitetura suporta, sem aproveitar a velocidade total do carregador.
A implementação de recargas tão rápidas exige componentes específicos que elevam o custo final do produto. Isso inclui sistemas de segurança reforçados para a bateria, melhorias no motor e a própria infraestrutura do carregador de alta potência.
Com informações do G1