Um detalhe simples fez toda a diferença nas buscas: antes de decolar, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo compartilhou sua localização com um sobrinho.
Mensagem chegou às 1h52
De acordo com o tenente Hugo Manfrin, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBM-SC), a família tentou contato com os passageiros logo após o sumiço da aeronave, na segunda-feira (21), mas não obteve resposta.
No entanto, durante a madrugada, o celular de uma das vítimas recebeu uma mensagem, o que atualizou a posição do aparelho.
“O piloto tinha compartilhado a localização com o sobrinho, e ele [o sobrinho] enviou uma mensagem quando a aeronave desapareceu, só que essa mensagem não chegou no celular do piloto, estava com um risquinho. A 1:52 da manhã de ontem [terça-feira], na madrugada, o celular recebeu e a localização ali pelo ‘buscar celular’ deu uma atualizada na região próxima onde realmente estavam destroços”, explicou o tenente.
Manfrin contou ainda que as equipes cruzaram os sinais dos celulares das vítimas com as torres de telefonia locais, conseguindo restringir a área de busca.
Caminhada de 20 minutos na mata
Após 13 horas de voos da Força Aérea Brasileira (FAB), os destroços foram achados na terça-feira (22), em uma área de mata fechada na localidade de Santa Bárbara.
O terreno é composto por montanhas, planícies e vegetação densa. Para chegar às vítimas, o helicóptero Arcanjo 03 pousou em uma planície e os socorristas caminharam cerca de 20 minutos pela mata.
Devido à dificuldade do terreno, os corpos foram retirados por via aérea com cordas e levados ao IML de Florianópolis, sendo liberados para as famílias nesta quarta-feira (23).
Além de Rick e do piloto, morreram no acidente o copiloto Leopoldo Barros Teixeira, o empresário Bruno Avelar e o videomaker Paulo Soares.

Investigação não tem prazo
O helicóptero partiu de Porto Belo na segunda-feira (21), por volta das 10h30, com destino a São Joaquim, mas não chegou ao local. Na data, o Inmet previa fortes tempestades na região.
A aeronave, um Bell 430 de 2001, estava com a documentação regular e certificação válida até agosto de 2027, segundo a Anac.
Agora, o Cenipa (Brasília) e o Seripa V (Canoas) investigam as causas da queda. Os peritos estão coletando dados da aeronave, mas ainda não há um prazo para a conclusão do relatório.
Com informações de O Fuxico.