A equipe econômica do governo federal comunicou, nesta quinta-feira (24), que realizou ajustes no planejamento orçamentário para contemplar o reajuste nos valores do programa Bolsa Família. A medida atende ao anúncio feito na última semana pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um contexto marcado pela movimentação da corrida eleitoral.
Os detalhes sobre essa adequação financeira foram publicados no relatório de receitas e despesas referente ao quarto bimestre, documento oficial disponibilizado pelo Ministério do Planejamento. O ajuste visa garantir que a política de transferência de renda tenha a cobertura necessária dentro do teto de gastos e das metas fiscais estabelecidas.
Com a implementação do novo cálculo, o valor mínimo (piso) recebido pelas famílias beneficiárias terá um salto, passando de R$ 600,00 para R$ 691,00 já no mês de outubro. Essa alteração impacta diretamente a renda básica de milhões de brasileiros, especialmente nas regiões mais vulneráveis do país, incluindo a Região Norte.
Além do valor mínimo, o Ministério do Planejamento informou que o benefício médio também sofrerá uma elevação. Atualmente fixado em R$ 675,00, a média dos pagamentos subirá para R$ 777,00. Esse incremento reflete a tentativa do governo de ampliar o poder de compra das famílias diante do cenário econômico atual.
Do ponto de vista fiscal, a operação exige a realocação de recursos para que não haja desequilíbrio nas contas públicas. De acordo com os dados técnicos fornecidos pelo Ministério do Planejamento, o custo total para viabilizar esse reajuste do Bolsa Família ainda neste ano é estimado em R$ 5,8 bilhões.
A gestão do orçamento público busca equilibrar a manutenção de programas sociais essenciais com a responsabilidade fiscal. A inclusão desses valores no orçamento de 2026, mencionada pela equipe econômica, indica um planejamento de longo prazo para a sustentabilidade do programa de assistência social.
Com informações do G1