A SpaceX se prepara para realizar a 14ª tentativa de lançamento da Starship, considerada a nave mais potente do mundo. O veículo foi desenvolvido com o objetivo de viabilizar futuras expedições espaciais rumo à Lua e ao planeta Marte. A decolagem está programada para ocorrer nesta segunda-feira (28), a partir das 9h15, seguindo o horário de Brasília.
Este novo voo, que será realizado sem tripulantes, marca a primeira vez que a SpaceX testará a capacidade da nave de completar voltas inteiras ao redor da Terra. Em missões anteriores, o veículo percorria apenas trechos do planeta, já que a prioridade era a coleta de dados técnicos e a prevenção de possíveis acidentes.
A expectativa da equipe técnica é que a Starship atinja a altitude de 275 km, superando a marca de aproximadamente 190 km registrada nos testes passados. Graças a esse aumento na distância, a nave poderá realizar cerca de seis órbitas durante um voo com duração estimada em quase 10 horas, um salto significativo em relação aos voos anteriores, que duravam cerca de 1h30.
A operação de lançamento acontecerá na base da SpaceX localizada no Texas. O cronograma prevê que, cerca de sete minutos após a partida, o propulsor Super Heavy se desvincule da Starship e retorne ao Golfo do México, enquanto a nave segue seu caminho para entrar na órbita terrestre.
“Com a ida à órbita, poderá começar a próxima fase de desenvolvimento da Starship para que ela se torne total e rapidamente reutilizável”, afirmou a SpaceX em comunicado oficial.
Além dos testes de navegação, a empresa liderada pelo bilionário Elon Musk aproveitará a missão para levar ao espaço as novas versões dos satélites do serviço de internet Starlink. Ao todo, 26 novos dispositivos serão integrados à constelação já existente.
De acordo com as informações da SpaceX, cada satélite do modelo Starlink V3 possui uma capacidade total de 1 Tbps (terabyte por segundo), o que representa um desempenho dez vezes superior ao limite da geração anterior.
O voo mais recente da supernave ocorreu em julho e foi classificado como bem-sucedido. Aquela missão aconteceu dois meses depois de um teste que terminou com a queda brusca do propulsor, que deveria ter realizado um pouso controlado. Na ocasião, não houve registro de feridos ou prejuízos materiais.
Devido ao incidente anterior, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) havia suspendido as operações temporariamente para a realização de investigações. Após concluir a análise técnica, o órgão liberou a SpaceX para a realização deste novo teste.
Com informações do G1