A taxa de desemprego no Brasil registrou 5,3% no trimestre que terminou em agosto deste ano. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua.
Esse índice indica uma redução de 0,3 ponto percentual (p.p.) quando comparado aos três meses encerrados em maio. O mesmo recuo é observado em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa de desocupação também estava em 5,6%.
De acordo com os dados do IBGE, o país contabilizou 5,8 milhões de pessoas desocupadas no trimestre encerrado em agosto. Esse volume representa uma queda de 4,6% (cerca de 281 mil pessoas) em comparação ao intervalo entre março e maio, período em que o Brasil somava 6,1 milhões de desempregados.
Em contrapartida, a população ocupada alcançou a marca de 103,5 milhões de pessoas, estabelecendo o maior nível já registrado na série histórica da pesquisa. O dado reflete um crescimento de 0,8% no trimestre (774 mil novos ocupados) e uma alta de 1% no acumulado do ano, o que representa 1,1 milhão de pessoas a mais no mercado de trabalho.
O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade ativa, ficou em 58,9%. O resultado aponta para um incremento de 0,3 p.p. no trimestre (que era de 58,6%) e estabilidade em relação ao ano anterior (58,8%).
Já a taxa composta de subutilização, que engloba desempregados, pessoas que trabalham menos horas do que gostariam e quem desistiu de procurar vaga, fechou em 13,1%. Houve uma leve queda frente ao trimestre anterior (13,3%) e um recuo de 1 p.p. no ano (14,1%). A população subutilizada somou 15 milhões de pessoas, número estável no trimestre e 6,5% menor que no mesmo período do ano passado.
Nos destaques da pesquisa, a população fora da força de trabalho chegou a 66,4 milhões de pessoas, mantendo o patamar do trimestre anterior, mas com alta de 0,9% (561 mil pessoas) comparado ao ano anterior. A população subocupada por insuficiência de horas foi de 4,3 milhões, com estabilidade no trimestre e queda anual de 6,2%.
Por fim, a população desalentada — pessoas que desistiram de buscar emprego por falta de oportunidades ou qualificação — somou 2,4 milhões de pessoas. O número permaneceu estável no trimestre, mas apresenta uma queda de 11,9% no ano, representando 2,1% do total no período.
Com informações do G1