Brasil registrou criação de 165,8 mil empregos formais em agosto, diz Caged

O mercado de trabalho brasileiro apresentou a criação de 165.827 postos de trabalho com carteira assinada durante o mês de agosto. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e do Emprego.

De acordo com os dados do governo federal, o balanço do período foi composto por 2.294.563 contratações e 2.128.736 demissões. Esse resultado indica um crescimento quando comparado a agosto de 2025, período em que foram gerados 154.827 novos vínculos formais.

No acumulado do ano, entre janeiro e agosto, o país registrou a abertura de 1.134.033 vagas formais. No entanto, esse volume representa uma redução de 25,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando o número de contratações chegou a 1,516 milhão.

Ao analisar os últimos 12 meses, o saldo permanece positivo, com a geração de 887,7 mil novos empregos, o que equivale a um crescimento de 1,87%. Com isso, o estoque total de vínculos formais no Brasil atingiu a marca de 48,24 milhões.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) revelam que cinco setores da economia registraram alta. O setor de Serviços liderou com 110.346 vagas, seguido pela Construção (20.848), Indústria (16.613), Comércio (16.565) e Agropecuária (1.452).

Dentro da área de Serviços, os segmentos de Educação (25,4 mil), Saúde e serviços sociais (19,1 mil) e Transporte, Armazenagem e Correio (16,8 mil) foram os que mais contrataram.

“A gente viu uma recuperação do mercado varejista, e a indústria manteve um crescimento que vem de alguns meses, um crescimento mais estruturado. A construção civil mantém esse aquecimento, com salário de entrada mais elevado. A gente vê um movimento da economia”, afirmou Chico Macena, ministro do Trabalho em exercício.

Geograficamente, a criação de vagas ocorreu em 24 das 27 unidades da federação. Em números absolutos, São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco tiveram os maiores volumes. Já em termos relativos, os destaques foram Paraíba, Amapá e Rio Grande do Norte.

Quanto à remuneração, o salário médio real de admissão em agosto foi de R$ 2.410,74, o que representa uma queda de 0,03% frente a julho, mas uma alta real de 1,02% em comparação a agosto de 2025, quando a média era de R$ 2.386,43.

É importante diferenciar que o Caged contabiliza apenas trabalhadores com carteira assinada, não incluindo a informalidade. Por isso, os dados divergem da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) do IBGE, que mede a taxa de desemprego geral.

Segundo o IBGE, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, uma redução de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em maio e ao mesmo período de 2025, ambos com 5,6%.

Com informações do G1

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