Divisão política no Brasil: o que o Pacto de Moncloa ensina para o país

O Brasil atravessa um momento crucial e preocupante de sua história, marcado por notícias negativas e um crescente estado de ódio entre os cidadãos. Especialistas descrevem esse cenário como um acentuado divisionismo interno ou clivagem social, processo que fragmenta as classes sociais e gera confrontos baseados em divergências ideológicas, religiosas, étnicas e culturais.

Diante de divisões tão radicais, sugere-se que apenas uma agenda de governabilidade nos moldes do espanhol Pacto de Moncloa poderia mitigar as tensões acumuladas por décadas. Esse acordo seria essencial para enfrentar problemas graves como a corrupção, a insegurança institucional, a violência do narcotráfico e a queda na qualidade da saúde, educação e saneamento básico

eleitores indígenas do brasil
Número de indígenas eleitores aptos cresceu na Amazônia Legal, em especial ao Amazonas que lidera como o estado com maior representatividade. Foto: Divulgação/Anaind-Org

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O Pacto de Moncloa foi um marco da redemocratização da Espanha após a morte do ditador Francisco Franco em 1975. Assinado em 1977, o acordo envolveu governo, partidos políticos, sindicatos e empresários para estabilizar o país em três frentes: política, econômica e social, superando um período de extrema fragmentação similar ao que o Brasil vive hoje.

Com a proximidade das eleições, surge a oportunidade para uma revolução política. É fundamental que o eleitor exija que os candidatos abandonem as acusações rotineiras e foquem em discussões reais sobre os interesses do país e de nossa região, incluindo a Amazônia e a Zona Franca de Manaus, visando a correção de déficits estruturais e o equilíbrio das contas públicas.

O avanço social depende de a população perceber melhorias concretas no IDH, na redução das desigualdades e no acesso à cidadania. Para isso, é necessário que o político compreenda que seu papel fundamental é “defender a nação, o povo, interesses comunitários, não seu bolso, conveniências e vantagens partidárias cartoriais e mesquinhas”.

A superação do ódio e da intolerância é o único caminho para alcançar a paz e o crescimento econômico. Sem a adoção de protocolos objetivos que priorizem o bem comum acima de interesses partidários, a alternativa inevitável para a sociedade brasileira é o caos social.

Com informações do Portal Amazônia.

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