IR 2026: tabela de alíquotas e como calcular o imposto

Declaração do IR 2026 se aproxima: confira a tabela atualizada, o passo a passo do cálculo e saiba como o aumento da faixa de isenção impacta seu bolso

A declaração do Imposto de Renda 2026 está se aproximando, e com ela, a necessidade de entender como funciona o cálculo do imposto. A mecânica geral permanece a mesma dos anos anteriores, mas algumas mudanças importantes foram implementadas, principalmente em relação à faixa de isenção – que subiu de R$ 2.259,20 para R$ 2.428,80 no ano passado – e nas parcelas a deduzir.

O aumento da faixa isenta foi confirmado em abril de 2025 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por meio de Medida Provisória (MP). Essa mudança já valeu para a declaração de 2026. Na prática, a medida fixou a faixa de isenção do IR em R$ 2.428,80. Para quem ganhava até R$ 3.036 (equivalente a dois salários mínimos à época), o governo criou um desconto automático de R$ 607,20, aplicado na base de cálculo do imposto.

É importante ressaltar que esta reportagem detalha os cálculos válidos para os rendimentos de 2025, declarados no Imposto de Renda de 2026. A ampliação da isenção para quem ganha até R$ 5 mil, em vigor neste ano, só terá impacto nas declarações a partir de 2027.

O cálculo do IR depende de uma tabela dividida em quatro faixas de renda, com uma alíquota progressiva que varia de 7,5% a 27,5%. A faixa máxima se aplica a salários acima de R$ 4.664,68. Veja as faixas e alíquotas em vigor em 2025:

  • Faixa 1: até R$ 2.428,80: isento
  • Faixa 2: de R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65: 7,5% | dedução: R$ 182,16
  • Faixa 3: de R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05: 15% | dedução: R$ 394,16
  • Faixa 4: de R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68: 22,5% | dedução: R$ 675,49
  • Faixa 5: acima de R$ 4.664,68: 27,5% | dedução: R$ 908,73

O imposto não incide sobre o salário integral. Descontos como o INSS são abatidos antes do cálculo. Além disso, o IR é progressivo: cada alíquota se aplica apenas à parcela da renda que se enquadra em cada faixa. Por exemplo, quem recebeu R$ 4 mil por mês em 2025, não pagou 15% sobre todo o valor, mas sim de forma escalonada, considerando as faixas de isenção e as deduções.

Mauro Silva, presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco), explica que “o cálculo pode ser feito multiplicando o valor tributável pela alíquota cheia referente à faixa do IR. Em seguida, basta subtrair do resultado a dedução que corresponda à mesma faixa”. Para um rendimento de R$ 4 mil, o cálculo seria: R$ 4.000 – R$ 607,20 (desconto automático) = R$ 3.392,80; R$ 3.392,80 x 15% = R$ 508,92; R$ 508,92 – R$ 394,16 (dedução) = R$ 114,76 – o imposto total pago no mês.

Com informações do G1

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