Rio Madeira seca e Porto Velho é declarada em estado de emergência

Estiagem faz rio Madeira secar e coloca Porto Velho em estado de emergência. Foto: Reprodução/Defesa Civil de Porto Velho

Grandes praias surgiram onde antes havia apenas água no rio Madeira, em Porto Velho (RO). O cenário, provocado pela estiagem, levou a capital de Rondônia a entrar em situação de emergência. De acordo com a Defesa Civil Municipal, a seca afeta mais de 22 mil pessoas.

A região Norte passa por períodos regulares de seca, conhecidos como “verão amazônico“, que ocorrem entre julho e novembro. Contudo, monitoramentos do SipamHidro, plataforma do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), indicam que o nível do rio está mais de um metro abaixo da média para a época.

Nesta terça-feira (6), o Madeira registrou 2,62 metros, enquanto a média para o período é de 3,9 metros.

Seca do rio Madeira, em Porto Velho, outubro de 2026. Foto: Reprodução/Defesa Civil de Porto Velho
Seca do rio Madeira, em Porto Velho, outubro de 2026. Foto: Reprodução/Defesa Civil de Porto Velho

Desde 1º de outubro, quando a média de 3 metros foi atingida pela última vez, o nível do rio apresenta redução constante. Imagens da Defesa Civil mostram a formação de bancos de areia e praias gigantescas no meio do rio.

Marcelo Duarte, diretor executivo da Superintendência Municipal de Proteção e Defesa Civil, afirma que a situação foi agravada pela influência do fenômeno El Niño.

“O El Ninõ, o efeito que a gente já está monitorando desde o começo do ano, ele agravou essa situação. Essa situação da estiagem é algo que ocorre todos os anos, mas esse ano ela foi agravada por conta do fenômeno e de todos os efeitos que dão ao redor dele”, explicou.

Seca do rio Madeira, em Porto Velho. Foto: Reprodução/Defesa Civil de Porto Velho

As comunidades ribeirinhas do Alto, Médio e Baixo Madeira, situadas às margens do rio, não contam com água encanada e dependem de poços artesianos, que agora estão secos.

Além da escassez de água, a estiagem prejudica o deslocamento dos ribeirinhos, que dependem do transporte fluvial.

“O nível do rio está muito baixo. Hoje ele está com 2,67. Ontem nós tivemos 2,54. As outras comunidades que ficam mais abaixo, elas são muito mais afetadas em decorrência de um volume muito alto ali de um banco de areia, dificuldade de acesso e as restrições com relação aos poços”, aponta Marcelo Duarte.

Relembre: Seca histórica: o retrato da estiagem no rio Madeira

Segundo a Prefeitura de Porto Velho, a estiagem atinge cerca de 22,9 mil pessoas em 85 localidades, incluindo aldeias indígenas, áreas ribeirinhas e rurais.

Diante disso, o prefeito assinou um decreto classificando a emergência como “desastre de nível II”. A medida visa solicitar apoio dos governos estadual e federal para o envio de água potável via embarcações e caminhões-pipa, além de permitir a dispensa de licitação para compras emergenciais. O estado de emergência tem validade de 180 dias.

Ribeirinhos às margens do rio Madeira seco em Porto Velho. Foto: Reprodução/Defesa Civil de Porto Velho

*Com informações da Rede Amazônica RO

Com informações do Portal Amazônia.

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