Colton Herta completou, nesta sexta-feira (30), a quilometragem necessária para alcançar a pontuação exigida para a superlicença da Fórmula 1 durante o primeiro treino livre do GP do México.
No entanto, uma divergência sobre sua classificação na Indy de 2025 mudou a conta que apontava que ele chegaria aos 40 pontos na sessão. A categoria norte-americana confirmou que o americano terminou aquele campeonato em sétimo lugar. Assim, Herta soma 39 pontos após o treino no México e precisa de mais um para cumprir o requisito.
Por que a conta da superlicença mudou
Antes do fim de semana, a Cadillac informou que Herta tinha 39 pontos. A expectativa era de que mais uma participação em treino livre bastasse para alcançar os 40.
A contagem considerava 38 pontos antes do México, com base nos resultados do piloto e nas sessões de treino válidas. Quando a FIA consultou os resultados da Indy de 2025, em julho, Herta aparecia em sexto lugar. Na classificação disponível atualmente, o americano está em sétimo, depois de terminar empatado em pontos com Felix Rosenqvist.
Mais tarde, a Indy confirmou o sétimo lugar de Herta. Com isso, mesmo depois da participação no México, o piloto ficou a um ponto da exigência para a superlicença.
Por que a situação pressiona Bottas
Com Sergio Pérez renovado até pelo menos 2029, a dúvida na Cadillac é quem ocupará o segundo carro.
A superlicença era um obstáculo para que Herta se tornasse uma alternativa viável. Com apenas um ponto para conseguir a superlicença, a Cadillac passaria a poder considerar a troca, em linha com o interesse de contar com um americano no projeto.
Bottas teve a temporada afetada por oito abandonos até Austin. Mesmo assim, Pérez ficou à frente nos duelos entre os dois: 10 a 8 nas classificações de GPs e 6 a 1 nas corridas que ambos concluíram.
Na Fórmula 2, Herta aparece apenas na 19ª posição. A campanha ficou abaixo das expectativas, mas o desempenho nos treinos e testes de F1 parece ter agradado à Cadillac.