A MotoGP estuda uma mudança inspirada na Fórmula 1: a criação de pilotos reservas permanentes para cada equipe. A proposta surge no contexto do novo acordo comercial negociado com a Liberty Media, que busca aproximar ainda mais o campeonato de duas rodas do modelo de negócios da categoria dos carros.
A ideia é que cada fabricante tenha um ou até dois pilotos dedicados exclusivamente à função de substituto, viajando para todas as etapas do calendário e prontos para entrar na pista em caso de ausência de um titular. A mudança também é impulsionada pelo aumento da carga física sobre os pilotos.
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O formato atual da MotoGP, com treinos já na sexta-feira, corrida sprint no sábado e GP no domingo, elevou significativamente o desgaste e, consequentemente, o número de lesões. Casos recentes como os de Marc Márquez e Jorge Martín, são apenas alguns exemplos com longos períodos de ausência.
Hoje, os pilotos de teste já exercem função relevante no desenvolvimento das motos. O novo plano, porém, amplia esse conceito: além de desenvolver as motos, estariam integrados ao ambiente de corrida, com logística, equipamento e preparação para competir imediatamente.
É só chamar!
Na Fórmula 1, o uso de pilotos reservas é prática consolidada. Embora não esteja rigidamente descrito no regulamento, todas as equipes mantêm nomes preparados para emergências, geralmente com experiência prévia e licença da FIA.
A implementação depende de acordo entre promotores e fabricantes dentro do novo pacote comercial da MotoGP. A proposta reforça a tendência de “f1zação” da categoria sob gestão da Liberty Media, mas ainda esbarra em questões práticas e estruturais.
Fonte: Band F1