A operação logística do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1 começou a tomar forma na noite desta segunda-feira (2), quando as primeiras cargas chegaram ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Sob responsabilidade da Célere Intralogística, a movimentação dá início a uma operação que envolverá cerca de 800 toneladas de materiais em nove voos, mais de 45 carretas, aproximadamente 105 equipamentos e mais de 50 profissionais.
A operação é conduzida pela Célere, empresa que atua nos bastidores da Fórmula 1 no Brasil há três décadas. A estrutura conta com a presença do CEO da companhia, Gustavo Ribeiro, e tem liderança de Regina Yazbek, à frente de uma equipe em um ambiente de alta complexidade logística, tradicionalmente dominado por homens.
O trabalho começa antes da chegada das cargas ao Autódromo de Interlagos. Depois do desembarque em Viracopos, os materiais são preparados para seguir por rodovia até São Paulo, onde passam pelo descarregamento, pela movimentação interna e pelo posicionamento, conforme o planejamento e o cronograma do evento.
Uma operação que conecta o aeroporto à pista
A logística da Fórmula 1 depende da integração entre diferentes etapas, do cumprimento rigoroso dos prazos e da coordenação entre profissionais, equipamentos e transportadoras. Cada movimentação deve seguir uma programação definida previamente, para que as equipes e a organização encontrem a estrutura necessária no momento previsto.
A atuação da Célere abrange todo o ciclo do evento. Além de transportar e movimentar as cargas na chegada, a empresa dá suporte durante a montagem da estrutura e a realização do Grande Prêmio. Depois da corrida, o trabalho prossegue com a retirada dos materiais, o carregamento e o envio das cargas aos próximos destinos, em uma operação de logística reversa.
Os números mostram a dimensão do desafio: estão previstos nove voos entre os dias 2 e 3 de novembro, cerca de 800 toneladas de carga, mais de 45 carretas, aproximadamente 105 equipamentos mobilizados e mais de 50 profissionais dedicados à operação.
Três décadas nos bastidores da Fórmula 1
A ligação da Célere com a categoria começou há cerca de 30 anos, ainda no período da Movicarga, quando a empresa fornecia as empilhadeiras usadas nas operações da Fórmula 1. Desde então, sua participação se ampliou e passou a integrar equipamentos, equipes especializadas e gestão logística.
Fundada em 2006, após o reposicionamento da Movicarga, a Célere consolidou sua atuação em intralogística e atende setores como o automotivo, de alimentos e bebidas, cosmético e químico. Na Fórmula 1, a experiência acumulada ao longo de três décadas dá suporte a uma operação que exige planejamento, precisão e capacidade de resposta em prazos restritos.
Para Gustavo Ribeiro, CEO da Célere, a categoria é um ambiente em que a integração de todas as etapas é essencial para o resultado.
“A Fórmula 1 concentra em poucos dias uma operação que exige planejamento, velocidade de resposta, qualidade e precisão em cada etapa. Na indústria, essa necessidade existe todos os dias. O ambiente muda, mas a lógica operacional é a mesma: qualquer desvio pode impactar uma cadeia inteira”, afirma.
Da pista para a indústria
A experiência desenvolvida nos bastidores do automobilismo também aparece nas operações industriais conduzidas pela Célere. Planejamento, segurança, disponibilidade de equipamentos, qualificação das equipes e controle da movimentação são aspectos fundamentais para garantir produtividade e continuidade operacional em diferentes setores.
“A operação industrial não tem uma bandeirada final. Ela precisa funcionar de forma contínua, todos os dias. Por isso, a experiência que construímos na Fórmula 1 é aplicada de maneira prática, com processos bem definidos, equipes preparadas e capacidade de resposta”, destaca o CEO, Gustavo Ribeiro.
A chegada das cargas a Viracopos marca o começo de mais um capítulo de uma parceria de três décadas. Até a realização do Grande Prêmio de São Paulo de 2026, a Célere ficará à frente de uma operação que liga o transporte aéreo e rodoviário ao trabalho dentro do autódromo, para que a estrutura logística acompanhe o ritmo de um dos eventos esportivos mais exigentes do calendário internacional.