Líderes indígenas aguardam um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o Acampamento Terra Livre, em Brasília, com o objetivo de acelerar a demarcação de terras indígenas em todo o país. A expectativa é que Lula anuncie novidades sobre o tema, especialmente em relação às 107 terras indígenas já aptas à regularização.
Coordenador da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Kleber Karipuna, ressalta a necessidade de avanços significativos ainda este ano, com um compromisso de regularizar 58 milhões de hectares nos próximos cinco anos. Ele critica o “pequeno avanço” dos últimos quatro anos, com apenas 20 terras homologadas.

A violência contra as mulheres indígenas é uma preocupação constante, com comunidades se sentindo cada vez mais vulneráveis a ataques externos. Luana Kayngang, coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas da Região Sul (Arpin-Sul), destaca a necessidade de proteção e segurança para as mulheres.
Duas marchas estão programadas para levar as demandas indígenas até a Praça dos Três Poderes. A segunda marcha, com o tema “Demarca Lula: Brasil soberano é terra indígena demarcada e protegida”, defenderá a homologação imediata de 76 Terras Indígenas prontas para assinatura do presidente Lula e a portaria do Ministério da Justiça para outras 34. O Ministério dos Povos Indígenas destaca a importância da criação da pasta para garantir a participação indígena em cargos estratégicos e a retomada de políticas indigenistas.

O governo federal homologou 20 territórios indígenas, somando 2,2 milhões de hectares, mas os líderes indígenas defendem que ainda há um longo caminho a percorrer para reparar o passivo histórico e garantir os direitos dos povos originários.
Com informações do Portal Amazônia.