Projetos apoiados pelo Fundo LIRA/IPÊ estão fortalecendo a proteção de territórios indígenas e impulsionando a bioeconomia na Amazônia Legal, com participação direta de milhares de indígenas e comunidades tradicionais. As iniciativas combinam conhecimento tradicional, tecnologia e gestão territorial para gerar renda, fortalecer a governança e conservar a floresta.
Na região do Xingu, mais de 7.300 indígenas foram beneficiados por ações de gestão territorial e fortalecimento institucional, com vigilância em uma área de 10 milhões de hectares. Em Rondônia e no Acre, organizações ampliaram a produção e a base de cooperados, consolidando cadeias produtivas.
No território Xipaya, a estruturação de uma miniusina de beneficiamento ampliou a produção de óleos vegetais e outros produtos da sociobiodiversidade, fortalecendo a geração de renda e a autonomia das comunidades.

Os impactos também se refletem na melhoria das condições de vida. Na Terra Indígena Trincheira Bacajá, a perfuração de poços com energia solar garantiu acesso à água potável, reduzindo doenças. Mulheres Baniwa também estão ampliando sua atuação na produção e comercialização de produtos da sociobiodiversidade.
Para Fabiana Prado, gerente do Fundo LIRA/IPÊ, os resultados reforçam o papel estratégico de iniciativas que conectam conservação, economia e governança. “A experiência mostra que é possível integrar proteção ambiental, geração de renda e fortalecimento institucional.”
Os projetos ainda impulsionam o protagonismo das mulheres em diferentes territórios. No Alto Rio Negro, mulheres Baniwa vêm ampliando sua atuação na produção e comercialização de produtos da sociobiodiversidade, fortalecendo a autonomia econômica, a organização comunitária e sua participação nas decisões locais.
Com informações do Portal Amazônia.