Picadas de animais peçonhentos no Amapá: riscos aumentam com a chuva

Com a intensificação do período chuvoso no Amapá, aumenta o risco de acidentes com animais peçonhentos como cobras, aranhas e escorpiões. A umidade e o acúmulo de água favorecem o aparecimento desses animais, tanto em áreas urbanas quanto rurais, afetando principalmente trabalhadores do campo.

Dados do Hospital de Emergência indicam que, desde janeiro, foram registrados 53 casos de acidentes com animais peçonhentos, sendo 21 causados por escorpiões.

Governo do Amapá alerta para os riscos de picadas de animais peçonhentos no período chuvoso
Cobra da espécie comboia, conhecida como jararaca-do-norte, animal peçonhento. Foto: Reprodução/ Agência de Notícias do Amapá

Especialistas alertam que, em caso de picada, não se deve recorrer a práticas caseiras como sugar o veneno ou fazer torniquete, pois podem agravar o quadro.

A orientação é lavar o local da picada com água e sabão e procurar atendimento médico imediatamente. “O atendimento rápido faz toda a diferença. Práticas inadequadas podem piorar o quadro do paciente. O ideal é manter a calma, higienizar o local e buscar assistência o quanto antes”, orienta um especialista.

O alerta se estende às crianças, mais vulneráveis a esses acidentes. O caso do garoto José Vitor, picado por uma jararaca-do-norte em Mazagão Novo, ilustra a importância do atendimento precoce, que evitou complicações graves.

Médico do HCA, Roberto Dourado. Foto: Junior Nery/Sesa

Após o atendimento inicial, o paciente deve ser acompanhado por profissionais de saúde para avaliar a evolução do quadro e receber o tratamento adequado.

Em caso de picada, relate ao profissional de saúde o local, sintomas e características do animal, se possível, e mantenha a vítima hidratada e o membro atingido elevado.

Com informações do Portal Amazônia.

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