Representantes de mais de 7 mil indígenas, participantes do Acampamento Terra Livre em Brasília, entregaram reivindicações ao governo federal exigindo a exclusão da exploração de petróleo e gás em terras indígenas. A pressão ocorre em um momento crucial, com a COP30 se aproximando e a discussão sobre o futuro energético do Brasil em foco.
A articulação dos povos indígenas busca incluir no texto final da COP30, que será realizada em Belém (PA) em 2025, a proposta brasileira de afastamento da economia dependente de combustíveis fósseis e a não exploração de recursos em territórios indígenas. Apesar de ter sido uma proposta inicial do governo, ela não constou da lista de consensos.
“Como foi uma proposta do governo brasileiro para a construção do mapa do caminho e o desmatamento zero e também para a não exploração de petróleo e gás, nós estamos apresentando algumas propostas ao governo para ser incluída no texto”, disse o coordenador executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinaman Tuxá.

As reivindicações serão entregues aos ministérios dos Povos Indígenas, do Meio Ambiente, da Agricultura e Pecuária, e no Itamaraty. A luta pela demarcação de terras e a implementação de políticas públicas voltadas para os povos indígenas também fazem parte da pauta. A decisão terá impacto direto em Rondônia e em outros estados da Amazônia, onde a exploração de petróleo e gás tem gerado conflitos e preocupações ambientais.
A pressão indígena ocorre em um contexto de crescente debate sobre a transição energética e a necessidade de proteger os direitos dos povos originários. A questão da exploração de petróleo em terras indígenas é vista como um ponto crítico para garantir a preservação da Amazônia e o futuro das comunidades que dependem da floresta.
*Por Luiz Claudio Ferreira, Agência Brasil.
Com informações do Portal Amazônia.