Ar poluído na Amazônia: novo sensor monitora saúde em terras indígenas

O IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) apresenta um novo sensor de monitoramento da qualidade do ar durante o ATL (Acampamento Terra Livre) em Brasília. Desenvolvido em parceria com a UFPA (Universidade Federal do Pará), o equipamento será exposto na tenda da Coiab (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira).

O sensor visa expandir a medição da qualidade do ar, especialmente em territórios indígenas, onde a falsa impressão de ar puro é desmentida pelos períodos de seca e queimadas. Pesquisador do IPAM, Filipe Viegas Arruda, enfatiza que a poluição na Amazônia tem origem nas queimadas e limpeza de pastos, diferentemente de centros urbanos como São Paulo.

O novo sensor é robusto, de baixo custo e mede índices de poluição, umidade e temperatura a cada dois minutos, detectando partículas finas (PM 2.5) que podem causar problemas respiratórios e cardiovasculares.

O novo sensor é mais robusto, nacional, de baixo custo. Foto: SECOM/AM

A expansão da rede de monitoramento em comunidades indígenas permitirá cruzar dados com informações da SESAI (Secretaria Nacional de Saúde Indígena) e do Telesaúde, identificando a relação entre poluição e doenças respiratórias. Atualmente, o Brasil possui apenas 12 estações de monitoramento em territórios indígenas.

Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) indicam que a má qualidade do ar pode reduzir a expectativa de vida na Amazônia em até três anos. A Política Nacional de Qualidade do Ar, em vigor desde 2024, exige relatórios mensais e anuais sobre a qualidade do ar de estados e municípios.

Durante o ATL, um sensor da rede PurpleAir fará o monitoramento em tempo real, exibindo imagens de satélite das condições em áreas indígenas.

Com informações do Portal Amazônia.

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