Um estudo da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) busca entender as condições de ingresso e permanência de estudantes indígenas com deficiência nas universidades federais brasileiras, com foco em coletar experiências de pessoas de todas as regiões, incluindo Rondônia.
A pesquisa, conduzida pela mestranda Josineide Jacilda da Silva, do Povo Atikum, de Pernambuco, visa preencher uma lacuna de conhecimento sobre as dificuldades enfrentadas por esses estudantes. “Quando olhamos para a realidade de estudantes indígenas com deficiência, essa modalidade de ensino é um espaço pouco investigado”, afirma Josineide.
A pesquisadora ressalta a importância de dar voz a esses estudantes: “Assim, pesquisar sobre essa realidade exige uma abordagem dialógica com essas pessoas, sob um olhar que busque compreender as relações interseccionais, e a luta do movimento das pessoas com deficiência, e indígenas na busca pela garantia dos seus direitos e pela inclusão no Ensino Superior e na sociedade”.
Para participar, estudantes indígenas com deficiência de Rondônia e de outros estados podem preencher um formulário ou entrar em contato via WhatsApp (16) 98178-9582 ou e-mail josineide@estudante.ufscar.br. O estudo utiliza entrevistas e a metodologia indígena Tehêy, que envolve a criação de desenhos narrativos.

O objetivo final é contribuir para avanços na educação especial e apoiar as instituições de ensino superior a promover a inclusão desses estudantes, que enfrentam desafios únicos por serem indígenas e pessoas com deficiência.
O estudo, intitulado “Indígenas com deficiência nas universidades federais brasileiras: entre presenças e ausências”, tem orientação da professora Rosimeire Maria Orlando e apoio financeiro da Capes.
Com informações do Portal Amazônia.