Petróleo ultrapassa US$ 100 com impasse em negociações e ameaça ao Estreito de Ormuz

Tensões no Oriente Médio elevam preço do petróleo acima de US$ 100 após fracasso de negociações entre EUA e Irã

O preço do petróleo no mercado internacional subiu acima de US$ 100 neste domingo (12), impulsionado pelo fracasso das negociações de paz entre Irã e Estados Unidos e pela ameaça do presidente Donald Trump de bloquear o Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent, referência global, registrou alta de 6,80%, atingindo US$ 101,93 o barril por volta das 19h. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado como referência nos EUA, avançou 7,98%, fechando a US$ 104,27.

As negociações entre EUA e Irã, realizadas em Islamabad, capital do Paquistão, não produziram resultados. Ao deixar o país, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, declarou que as tratativas terminaram sem acordo devido à recusa do Irã em aceitar os termos americanos para não desenvolver uma arma nuclear. “Precisamos de um compromisso claro de que o Irã não desenvolva uma arma nuclear nem os meios que permitiriam obtê-la rapidamente”, afirmou Vance a jornalistas.

Em resposta, o presidente Trump ameaçou bloquear totalmente o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais do petróleo. Ele anunciou que a Marinha dos EUA irá interceptar qualquer navio comercial que pague taxas ao governo iraniano para navegar na região, mesmo em águas internacionais. Segundo a Bloomberg, a medida visa interromper cerca de 2 milhões de barris de petróleo iraniano que ainda passam pelo estreito, pressionando a economia do país.

O fluxo de navios no Estreito de Ormuz permanece baixo devido aos controles iranianos, com a maioria das empresas evitando a região. Embora tenham havido sinais de melhora nos últimos dias, com a passagem de três superpetroleiros não iranianos, o tráfego ainda está em níveis reduzidos em comparação com os cerca de 135 navios que cruzavam a área diariamente em tempos normais. Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, o número de navios que cruzam a região tem ficado na casa de um dígito na maioria dos dias.

A redução no fluxo de navios, combinada com o conflito no Oriente Médio e os bloqueios promovidos pelo Irã, tem exercido pressão sobre os preços do petróleo, que dispararam desde o início das tensões.

Com informações do G1

Deixe um comentário