Tensão no Oriente Médio: Rússia, China e União Europeia criticam bloqueio ao Estreito de Ormuz, rota vital para o comércio mundial
O anúncio de um bloqueio militar total ao Estreito de Ormuz pelo presidente Donald Trump gerou forte reação internacional nesta segunda-feira (13). Rússia, China e União Europeia criticaram a medida, alertando para os impactos negativos no comércio global.
Após a declaração de Trump, que pretende implementar o bloqueio a partir das 11h (horário de Brasília), e as ameaças de retaliação do Irã, os três atores globais expressaram preocupação com a escalada do conflito. A China, por meio do Ministério das Relações Exteriores, afirmou que o bloqueio “não atende aos interesses da comunidade internacional”.
“A China espera que as partes envolvidas respeitem os acordos de cessar-fogo temporário, permaneçam comprometidas com a resolução das disputas por meios políticos e diplomáticos e evitem a retomada das hostilidades”, declarou o porta-voz Guo Jiakun em coletiva. A Rússia, por sua vez, criticou o anúncio, ressaltando que prejudica os mercados e restringe a oferta de petróleo, embora reconheça que detalhes da proposta ainda são incertos.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, enfatizou a importância de restaurar a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, classificando-a como “fundamental” para a estabilidade no Oriente Médio, especialmente em meio à situação no Líbano. “O fechamento contínuo do Estreito de Ormuz é extremamente prejudicial. A restauração da liberdade de navegação é de suma importância para nós”, defendeu.
O Irã ameaçou retaliar contra portos nos Golfos Pérsico e de Omã caso sua segurança seja ameaçada pelo bloqueio dos EUA, que considera “ilegal” e um ato de “pirataria”. O Comando Central do Exército dos EUA informou que bloqueará navios com destino ou origem em portos iranianos, permitindo apenas a passagem de embarcações não ligadas ao Irã. Antes do bloqueio, dois petroleiros com ligações iranianas deixaram o Golfo Pérsico.
Reino Unido e França planejam organizar negociações com aliados para discutir uma possível missão naval defensiva com o objetivo de garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. O bloqueio naval norte-americano representa uma nova escalada na complexa dinâmica entre EUA, Israel e Irã, aumentando o risco de incidentes e retomada dos combates.
Com informações do G1