JBS chega a acordo com grevistas em fábrica nos EUA

Após um mês de greve, JBS e trabalhadores nos EUA chegam a acordo provisório com reajustes salariais e fim de cobranças por EPIs

A JBS, maior empresa do setor de carnes do mundo, chegou a um acordo provisório de dois anos com trabalhadores em greve em sua fábrica em Greeley, Colorado (EUA). O pacto abrange cerca de 3,8 mil funcionários da unidade de processamento de carne bovina.

A negociação foi concluída após novas rodadas de conversas nos dias 9 e 10 de abril, encerrando um mês de paralisação. A greve foi deflagrada para pressionar a empresa a conceder reajustes salariais alinhados à inflação e a suspender a cobrança aos trabalhadores pela reposição de equipamentos de proteção individual (EPIs).

De acordo com os termos acordados, os funcionários receberão um aumento salarial de quase 33% ao longo dos dois anos de vigência do acordo. Além disso, a JBS se comprometeu a não mais cobrar dos trabalhadores os custos relacionados aos EPIs e a proteger os funcionários contra aumentos nas despesas com saúde, conforme informado pelo sindicato United Food and Commercial Workers Local 7 (UFCW Local 7).

A JBS manifestou satisfação com o acordo, mas “expressou sua decepção com o fato de a liderança do UFCW Local 7 ter optado por eliminar o histórico benefício previdenciário que fazia parte do acordo nacional negociado no ano passado em parceria com o UFCW International”, conforme comunicado da empresa. O sindicato também retirará sete acusações de práticas trabalhistas injustas contra a JBS como parte do acordo.

A greve na JBS impactou a capacidade de processamento de carne nos EUA, em um momento em que a oferta de gado americano atingiu o menor nível em 75 anos, elevando os preços da carne bovina a patamares recordes. A paralisação ocorreu após o fechamento de uma fábrica da Tyson Foods em Nebraska e a redução das operações em outra unidade no Texas.

Os preços da carne bovina bateram recordes este ano, depois que a oferta de gado dos EUA caiu para o nível mais baixo em 75 anos, levando frigoríficos como a JBS a comprar gado para abate, mesmo se beneficiando do aumento dos preços.

Com informações do G1

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