União Europeia eleva tarifas sobre o aço importado em 50% para proteger sua indústria e empregos
A União Europeia (UE) chegou a um acordo preliminar nesta segunda-feira (13) para reduzir as importações de aço em quase metade e impor tarifas de 50% sobre os volumes excedentes. Atualmente, o aço importado para a UE está sujeito a salvaguardas com tarifas de 25% para embarques além das cotas estabelecidas, regra criada durante o governo de Donald Trump, mas que expirava em 30 de junho.
O objetivo principal da medida é proteger a indústria siderúrgica europeia do aumento da produção em outros países. A UE espera que o aumento das tarifas impulsione a atividade da indústria local, elevando a utilização da capacidade para 80%. Em 2025, as principais fontes de importação de aço para o bloco foram Turquia, Coreia do Sul, Indonésia, China, Índia, Ucrânia e Taiwan.
Os produtores de aço da UE estão operando com apenas 65% de sua capacidade total, impactados pelo aumento das importações e pelas tarifas de 50% impostas por Trump sobre parte dos envios para os Estados Unidos. A Comissão Europeia informou que o setor siderúrgico do bloco perdeu cerca de 100 mil empregos desde 2008 e que a produção continuaria em declínio sem a prorrogação das restrições.
O acordo estabelece um limite para as importações isentas de tarifas em 18,3 milhões de toneladas métricas por ano, uma redução de 47% em relação a 2024. As novas medidas também levarão em consideração o local de fundição e moldagem do aço importado para evitar a evasão fiscal e serão revisadas periodicamente para garantir sua eficácia.
Além disso, as partes concordaram em eliminar gradualmente as importações de aço da Rússia, possivelmente até setembro de 2028. Cerca de 3,7 milhões de toneladas de placas de aço vieram da Rússia para a UE no ano passado. Para que as medidas entrem em vigor, o acordo precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da União Europeia.
A Comissão Europeia declarou que “o setor siderúrgico do bloco perdeu cerca de 100 mil empregos desde 2008 e que a produção continuaria diminuindo sem a prorrogação das restrições”.
Com informações do G1