Casa Azul em Marabá (PA): o que muda com o memorial da ditadura

A antiga Casa Azul, em Marabá (PA), palco de prisões e torturas durante o regime militar, ganhará um novo propósito: ser um espaço dedicado à preservação da memória e ao debate sobre os direitos humanos. O projeto foi discutido em seminário da Unifesspa, no marco dos 62 anos do golpe de 1964.

Pesquisadores, estudantes e representantes da sociedade civil visitaram o imóvel, resgatando a história marcada pela repressão e pelo silêncio. A iniciativa busca transformar a Casa Azul em um ambiente de educação, pesquisa e reflexão sobre os direitos humanos, evitando que episódios de violência política sejam esquecidos.

Foto: Divulgação/ Unifesspa

A Unifesspa assume um papel central na iniciativa, com o reitor Francisco Ribeiro da Costa enfatizando a missão da universidade em preservar a memória para as futuras gerações. O professor Janailson Macêdo Luiz, pesquisador da Unifesspa, destaca a importância de reconhecer a dimensão amazônica da ditadura, historicamente invisibilizada.

O projeto prevê a consolidação da Casa Azul como um lugar de memória institucionalizado, com possibilidade de tombamento e criação de um memorial. A iniciativa é vista como um ato de resistência contra tentativas de reescrever ou apagar a história, garantindo que os horrores do passado não se repitam.

Com informações do Portal Amazônia.

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