O Amapá desperdiça diariamente o equivalente a 15 piscinas olímpicas de água, ou 49.659 caixas d’água de 750 litros. Segundo dados do Instituto Trata Brasil e da consultoria GO Associados, o estado apresenta 39,27% de perdas na distribuição em 2024, índice que se equipara à média nacional de 39,53%.
Em Macapá, a situação é ainda mais crítica, com perdas que chegam a 37,84% na distribuição, superando a meta nacional. Na capital, cada ligação desperdiça, em média, 755 litros por dia, volume muito superior ao limite de 216 litros. A redução desse desperdício poderia garantir água para mais de 34 mil pessoas na cidade

.
O desperdício ocorre principalmente por vazamentos nas redes, erros de medição e consumos não autorizados, o que impede que a água produzida chegue efetivamente às residências. Esse cenário aumenta a pressão sobre os mananciais e eleva os custos de produção do sistema de saneamento.
Em nota, a Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA) afirmou que, ao assumir a concessão em 2021, o índice de perdas era de cerca de 70%, tendo caído para os atuais 39,27%. A empresa atribui a melhora a “investimentos em modernização da rede, combate a vazamentos, regularização de ligações e melhoria da eficiência operacional do sistema de abastecimento”.
No cenário nacional, o Brasil perde volume suficiente para abastecer 77 milhões de pessoas por ano. Se a meta de redução para 25% for atingida até 2033, o país poderia gerar R$ 47,3 bilhões em ganhos econômicos e aumentar a resiliência contra as mudanças climáticas
.
Com informações do Portal Amazônia.