Alonso critica Fórmula 1 e vê corridas ‘não mais naturais’ em 2026

Antes mesmo da largada do Grande Prêmio do Japão, Fernando Alonso fez duras críticas ao atual regulamento da Fórmula 1. Segundo o bicampeão espanhol, as ultrapassagens perderam o fator humano e as batalhas passaram a ser determinadas mais pela disponibilidade de energia. 

“Não há diversão. Que diversão existe em acelerar sem querer? Hoje, as ultrapassagens acontecem porque você tem mais ou menos bateria que o carro à frente. Ou você ataca, ou é atacado. Não é mais uma questão de frear mais tarde, tentar uma linha diferente ou assumir riscos”, explicou Alonso em entrevista à DAZN. 

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“É mais uma manobra de evasão do que uma ultrapassagem de fato”, completou. Apesar das críticas, Alonso teve um pequeno ponto positivo em Suzuka: conseguiu ver a bandeirada pela primeira vez na temporada 2026, após abandonos nas etapas da Austrália e da China. 

Seu companheiro de equipe, Lance Stroll, não teve a mesma sorte e acabou abandonando a prova. Ainda assim, o canadense destacou o lado positivo da disputa interna.

“Não foi ótimo, mas eu estava me divertindo na nossa própria corrida dentro da equipe. Mesmo lutando pelas últimas posições, Suzuka é sempre uma pista incrível de pilotar”, afirmou Stroll em entrevista à F1TV. 

A Aston Martin enfrenta dificuldades técnicas com o motor fornecido pela Honda. A escuderia montou um projeto ambicioso, que ainda contou com o nome de peso do projetista Adrian Newey, o time vem com um problema no propulsor desde a pré-temporada, no Bahrein. 

O principal problema identificado é uma forte vibração provocada pelo motor, que acaba sendo transmitida diretamente para o chassi do carro.

Novidades no Japão

O cenário veio em meio a mudanças na Aston Martin. Jonathan Wheatley, ex-chefe de equipe da Audi, deve assumir o mesmo posto na equipe britânica, que atualmente tem o projetista Adrian Newey à frente da operação. Em Suzuka, o norte-americano Jak Crawford substituirá Fernando Alonso no primeiro treino livre – uma determinação da F1, que exige que as equipes escalem pilotos novatos em treinos ao longo do ano.

“Estou muito empolgado por assumir o volante e pilotar pela equipe em Suzuka. É um circuito histórico e exigente, e eu mal posso esperar para aplicar o que aprendi no simulador em condições reais de pista”, declarou Crawford.

Como a Fórmula 1 não terá provas ao longo de abril, a expectativa é de evolução no desempenho para o GP de Miami, em maio. Não há informações, no entanto, de um visual comemorativo na prova da Flórida.

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Fonte: Band F1

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