ANP pede à Petrobras que aumente a oferta de combustíveis, mas não há sinais de desabastecimento

ANP pressiona Petrobras por mais combustíveis, mas descarta risco de falta. Medidas para monitorar o mercado foram aprovadas

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) cobrou nesta quinta-feira (19) que a Petrobras aumente a oferta de combustíveis no Brasil, mas afirmou não haver indícios de desabastecimento no setor.

A diretoria da agência aprovou um conjunto de medidas para reforçar o monitoramento do mercado nacional de gasolina e diesel, visando garantir o abastecimento. Segundo a ANP, as ações buscam “diante do cenário internacional, intensificar o acompanhamento de estoques e importações e prevenir eventuais problemas futuros”.

Entre as medidas, está a notificação à Petrobras, determinando que a empresa ofereça imediatamente os volumes de combustíveis referentes aos leilões de diesel e de gasolina pura de março de 2026, que haviam sido cancelados. A Petrobras deverá também apresentar informações detalhadas sobre importações previstas, produtos a serem ofertados, preços de compra e venda, locais de internalização, datas de chegada e identificação dos navios.

Outras ações incluem o sobreaviso a produtores, importadores e distribuidores, que deverão enviar regularmente informações sobre estoques e importações à ANP. A flexibilização das regras de estoque também foi estabelecida, permitindo que as empresas disponibilizem os combustíveis sem a exigência de manter os níveis mínimos. Além disso, a ANP notificou sobre a necessidade de evitar abusividade de preços, exigindo que produtores, distribuidores e importadores adotem “todas as medidas operacionalmente cabíveis para preservação do abastecimento”.

Em carta ao governo federal, o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (Sindicom) relatou um “aumento relevante da demanda por produtos” e cortes nas cotas de fornecimento e negativas de pedidos adicionais por parte da Petrobras em março e abril. “Porém, relatam cortes nas cotas de fornecimento e negativa de pedidos adicionais nos meses de março e abril por parte da Petrobras, o que estressa o fluxo regular de produtos”, afirmou o sindicato. O Sindicom ressaltou que o volume importado de Diesel S-10 tem crescido e que o cenário atual aponta para a necessidade de um aumento no uso de produtos importados, o que pode gerar disrupções na cadeia logística.

O sindicato também informou que “o volume importado de Diesel S-10 vem aumentando ano após ano e as distribuidoras seguem cumprindo seu papel de supridoras estruturais do mercado”.

Com informações do G1

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