Ar poluído na Amazônia: 138 dias de risco após queimadas em 2024

Queimadas recordes em 2024 cobriram a Amazônia com partículas nocivas à saúde por até 138 dias, segundo estudo inédito do IPAM. A pesquisa aponta a necessidade de monitoramento sistemático da qualidade do ar para proteger a população.

Em 2025, a redução dos focos de calor diminuiu em 71% a presença de ar impuro, mas estados como Rondônia ainda enfrentaram mais de 20 dias de exposição à fumaça tóxica. A exposição ao material particulado fino (PM 2.5) está relacionada a 4,2 milhões de mortes por ano no mundo, além de doenças cardiovasculares e câncer de pulmão, alerta a OMS.

Rondônia liderou o ranking de exposição prolongada, com 100 dias de ar poluído em 2024. A pesquisa destaca que, diferentemente de outros biomas, a Amazônia não possui um regime natural de fogo, e quase todas as queimadas têm origem humana.

O estudo recomenda integrar metas de qualidade do ar aos planos de controle do desmatamento e das queimadas, como o PPCDAm, e capacitar profissionais de saúde para lidar com os impactos da poluição. Em 2025, Rondônia registrou uma queda significativa no número de dias com ar de baixa qualidade, passando de 89 para 11 dias consecutivos.

queimadas na amazônia
Foto: Ruan Gabriel/Rede Amazônica

As mudanças climáticas e as políticas de manejo do fogo influenciaram a qualidade do ar na região. A comparação entre 2024 e 2025 mostra que a poluição atmosférica na Amazônia depende da combinação entre ações humanas e fatores climáticos.

Com informações do Portal Amazônia.

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