Governo australiano limita publicidade de apostas esportivas para proteger jovens e conter perdas bilionárias

Imagem ilustrativa de uma bet. Joédson Alves/Agência Brasil
A Austrália anunciou novas restrições à publicidade de apostas esportivas nesta quinta-feira (2), em uma medida que busca equilibrar a liberdade de adultos em apostar com a proteção de crianças e adolescentes. O primeiro-ministro Anthony Albanese detalhou as mudanças, que visam diminuir a exposição generalizada a anúncios de jogos de azar.
A publicidade de apostas esportivas é atualmente bastante presente nas rádios e televisões australianas, com ofertas constantes incentivando a população a arriscar dinheiro em diversas competições, desde surfe até corridas de cães. As novas regras limitam a veiculação desses anúncios a um máximo de três por hora, entre 6h00 e 20h30.
Além disso, a propaganda de apostas será proibida durante transmissões esportivas ao vivo no mesmo período. Uma medida importante é a proibição de empresas de apostas anunciarem em uniformes de equipes esportivas profissionais. “Estamos alcançando o equilíbrio adequado”, afirmou Albanese em um discurso em Canberra. “Permitir que os adultos façam uma aposta se assim desejarem, mas garantindo que nossos filhos não vejam apostas em todos os lugares para onde olhem”, acrescentou.
O governo australiano estima que os cidadãos acumulam perdas anuais de 17 bilhões de dólares (R$ 87 bilhões) com jogos de azar, em uma população de 27 milhões. A decisão ocorre em meio a pressão de ativistas contra as apostas, que defendem uma proibição total da publicidade no país.
Enquanto as novas regras representam um avanço para os críticos, eles argumentam que uma proibição completa seria mais eficaz na proteção dos vulneráveis. A medida australiana acontece em um momento de crescente debate global sobre os riscos associados à publicidade de apostas esportivas e seu impacto na sociedade.
Recentemente, a Polícia do Distrito Federal (DF) realizou uma operação contra lavagem de dinheiro envolvendo plataformas de apostas, demonstrando a preocupação das autoridades com a criminalidade relacionada a esse mercado.
Com informações do G1