Brasil leiloa recorde de energia: 19 GW e R$ 64,5 bilhões

Leilão histórico garante energia para o Brasil: R$ 64,5 bilhões em investimentos e 19 GW de nova capacidade

O Brasil realizou nesta quarta-feira o maior leilão de energia da história, contratando 19 gigawatts (GW) em novos contratos para usinas termelétricas e hidrelétricas. O evento garantiu negócios para empresas como Petrobras, Eneva, Axia e Copel, representando um marco para o setor elétrico do país.

Ao todo, 100 empreendimentos, tanto novos quanto existentes, foram arrematados, totalizando cerca de R$ 64,5 bilhões em investimentos, conforme dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). A nova capacidade representa quase 10% do parque instalado atual e visa assegurar o fornecimento de energia a partir deste ano.

O leilão foi motivado pela crescente participação de fontes intermitentes, como a eólica e a solar, na matriz energética brasileira. Para garantir a estabilidade do sistema, é necessário contar com usinas que possam ser acionadas rapidamente em momentos de baixa geração dessas fontes, que dependem das condições climáticas.

Entre as usinas recontratadas estão as termelétricas Norte Fluminense e Santa Cruz, da Âmbar Energia (do grupo J&F), além de Nova Piratininga, Juiz de Fora, Seropédica, Termomacaé e Termobahia, da Petrobras. Também foram contratadas usinas flutuantes a gás da turca Karpowership e projetos a carvão mineral da Eneva em Itaqui e Pecém.

Na área hidrelétrica, empresas como Axia, Engie Brasil, Copel e a chinesa SPIC conquistaram contratos para instalar novas turbinas em usinas já existentes. Este leilão superou o recorde anterior, que havia sido estabelecido em 2009 com o leilão da hidrelétrica de Belo Monte (11 GW). O único leilão de capacidade realizado até então, em 2021, contratou 4,6 GW e garantiu R$ 5,98 bilhões em investimentos.

O evento demonstra o compromisso do Brasil com a segurança energética e a diversificação da matriz, buscando um equilíbrio entre fontes renováveis e complementares para atender à crescente demanda por eletricidade.

Com informações do G1

Deixe um comentário