Créditos de carbono na Amazônia: nova plataforma da UFRA e empresas

A Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), em parceria com as empresas Green Forest e Amazon Connection Carbon, lançou a plataforma digital Forestia. A ferramenta mapeia áreas com alto potencial de restauração na Amazônia, transformando-as em projetos de créditos de carbono rastreáveis.

Desenvolvida a partir de pesquisa científica da doutoranda da UFRA, Milena Peper, a Forestia integra dados públicos de biomas e informações georreferenciadas dos últimos 10 anos, oferecendo respostas rápidas e precisas sobre a elegibilidade de áreas para projetos de carbono. O aplicativo é gratuito e pode ser baixado AQUI.

A plataforma analisa as condições ambientais, legais e técnicas necessárias para a implementação de projetos de restauração florestal, seguindo os requisitos da metodologia VM0047, da Verra, certificadora internacional do mercado voluntário de carbono.

Empresas parceiras participaram de uma chamada de edital do CNPq, integrando o setor público/privado e a pesquisa científica produzida na Amazônia, para mitigar dados sobre mercado de carbono
Empresas parceiras participaram de uma chamada de edital do CNPq, integrando o setor público/privado e a pesquisa científica produzida na Amazônia. Foto: Reprodução/Green Forest

Um diferencial da Forestia é o uso de inteligência artificial local, desenvolvida pela UFRA, que prioriza a sustentabilidade digital. A universidade utiliza computadores de alto desempenho instalados no Pará, minimizando o impacto ambiental em comparação com grandes data centers.

O crédito de carbono é visto como uma forma de valorizar as florestas e incentivar a recuperação de áreas degradadas, gerando oportunidades de mercado e renda para empresas e comunidades locais. A plataforma Forestia visa facilitar o acesso a esse mercado, promovendo a transparência e a rastreabilidade dos créditos.

“É extremamente importante unir os dois setores, pois sem essa ligação e organização, a gente não consegue ter um produto assertivo que traga credibilidade, rastreabilidade e que traga para o mercado a transparência que o produto exige”, disse Milena Peper, CEO da Green Forest e da Amazon Connection Carbon.

Com informações do Portal Amazônia.

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