F1: McLaren volta à briga após pódio no Japão e mira evolução para 2026

A McLaren deixou o Grande Prêmio do Japão com uma sensação de alivio após um começo complicado na temporada de 2026 da Fórmula 1. Na Austrália, Oscar Piastri bateu ainda na volta de saída dos boxes para alinhar no grid de largada e na China, a Papaya teve que se contentar com um problema em ambos os seus e nem largaram.

O “respiro” veio no Circuito de Suzuka, com um segundo lugar de Oscar Piastri, que liderou boa parte da corrida antes de Kimi Antonelli disparar na ponta. Além disso, foi a segunda vez que o atual campeão, Lando Norris, pontuou na temporada. Porém, o que explica esse salto de desempenho da McLaren em apenas três corridas em 2026?

Motor Mercedes

O principal rumor do paddock antes da entrada do novo regulamento em 2026 era que a unidade de potência da Mercedes seria a mais potente do grid. E bem, isso se confirmou, além da Mercedes ser o time a ser batido até aqui. Porém, o que faltava para a McLaren era esse entendimento. 

Segundo Andrea Stella, esse foi o principal ponto para essa virada de chave: “Nós conseguimos igualar o desempenho com a Ferrari em ritmo de corrida, especialmente nas retas. Isso deu chances para o Oscar se defender das Mercedes no começo da prova”. 

Por outro lado, o déficit aerodinâmico segue evidente: tanto Mercedes quanto Ferrari ainda têm vantagem em curvas de média e alta velocidade.

Largada foi outro ponto

Após garantir o terceiro lugar no grid, a apenas três décimos da pole de Kimi Antonelli, Piastri foi decisivo na largada. Com os carros da Mercedes falhando na saída, o australiano contornou por fora a curva 1 e assumiu a liderança.

Piastri conseguiu controlar o ritmo e até resistir às investidas de George Russell, retomando rapidamente a posição após uma breve ultrapassagem do britânico. A corrida mudou completamente na volta 21, após o forte acidente de Oliver Bearman. O safety car favoreceu Antonelli, que assumiu a ponta após o pit stop.

Na relargada, com ar limpo, o italiano explorou todo o potencial da Mercedes e escancarou a diferença de desempenho: abriu 13,7 segundos sobre Piastri até o fim.

Asfalto novo ajudou

O recapeamento de Suzuka trouxe um nível de aderência muito alto, o que impactou para que as coisas ficassem mais equilibradas entre as equipes em Suzuka. Stella também afirmou a McLaren sofre mais com os pneus dianteiros, um problema que foi minimizado em condições de alta aderência. 

Apesar do resultado animador, a McLaren mantém o foco no seu programa de recuperação. A próxima etapa em Miami será crucial, com a introdução de um pacote de atualizações, ainda mais em uma pausa não programada da Fórmula 1 em abril.

Fonte: Band F1

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