A FIA divulgou nesta sexta (10) um estudo sobre o uso de voluntários na Fórmula 1. Segundo a entidade, a escolha por trabalhadores não remunerados gera uma economia anual de R$ 78 milhões (13,2 milhões de euros).
Os voluntários participam das etapas por inscrição própria e não recebem pagamento. Ainda assim, as confederações filiadas investem R$ 65,3 milhões (11,1 milhões de euros) na capacitação de cerca de 20 mil pessoas. O número representa aumento de 20% em relação a 2024. Em média, 838 voluntários atuam em cada fim de semana de corrida.
De acordo com o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, a presença dos voluntários é essencial para a realização das provas. Ele afirmou que, sem essa participação, não haveria corridas, destacando o papel da comunidade no funcionamento do esporte.
O levantamento também indica que cada voluntário dedica, em média, 48 horas por etapa. Na última temporada, foram contabilizadas 965.376 horas de trabalho voluntário. Para cada piloto do grid, são necessárias 42 pessoas atuando nas operações.
Outro dado aponta que dois terços dos voluntários permanecem na função por pelo menos cinco anos. Além disso, 65% utilizam férias ou folgas não remuneradas para participar das etapas.
O relatório considerou um calendário com 24 corridas. Neste ano, a temporada terá 22 provas após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita em razão de conflitos no Oriente Médio.
A Fórmula 1 está em pausa no momento e retoma as atividades no dia 3 de maio, com a realização do GP de Miami.
Fonte: Band F1