A qualidade do guaraná produzido na Amazônia está diretamente ligada às etapas de beneficiamento do fruto. Processos como despolpa, secagem, torra e armazenamento influenciam a renda dos produtores e a sustentabilidade da cadeia produtiva.
Análises apontam que a produtividade do guaraná, que atualmente gira em torno de 600 a 700 toneladas anuais no Amazonas, pode aumentar com iniciativas de capacitação técnica, acesso a equipamentos e valorização do conhecimento local. Estruturas como despolpadeiras, tanques de contenção de água residuária e terreiros suspensos (secadores solares) são fundamentais para otimizar o processo.
Em Parintins (AM), uma oficina do Imaflora reuniu 30 produtores para troca de conhecimentos e apresentação de novas tecnologias. O projeto Aliados pelo Campo Guaraná 2025, financiado pela Coca-Cola Latin America e com apoio da UFAM e da prefeitura de Parintins, visa fortalecer a produção de guaraná nas comunidades amazônicas.
“Para nós, isso vai melhorar a produtividade e até incentivar os produtores a produzirem mais. É algo muito gratificante”, afirma José Neto, produtor da comunidade Terra Preta. A iniciativa também entrega equipamentos e materiais para os produtores, fortalecendo a infraestrutura local.

Essas ações contribuem para o fortalecimento da cadeia do guaraná no estado, sobretudo, para os agricultores assistidos pelo Programa Olhos da Floresta, através de investimentos e acompanhamentos próximos aos produtores.
Com informações do Portal Amazônia.