Tensões no Oriente Médio: Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes e Kuwait cortam produção de petróleo em meio a conflito
Quatro países do Oriente Médio farão reduções significativas na produção diária de petróleo em meio à guerra travada entre os EUA, Israel e Irã, revelou a agência Bloomberg nesta terça-feira (10). A medida é uma resposta direta às tensões crescentes na região.
De acordo com fontes da agência, Arábia Saudita, Iraque, Emirados Árabes Unidos e Kuwait reduziram sua produção conjunta em até 6,7 milhões de barris por dia, o que representa cerca de 6% da oferta mundial de petróleo. As reduções individuais são:
- Iraque: cerca de 2,9 milhões de barris de petróleo por dia;
- Arábia Saudita: de 2 a 2,5 milhões de barris de petróleo por dia;
- Emirados Árabes Unidos: de 500 a 800 mil de barris de petróleo por dia;
- Kuwait: cerca de 500 mil de barris de petróleo por dia.
Os cortes na produção estão diretamente ligados ao fechamento do Estreito de Ormuz, na saída do Golfo Pérsico, pelo Irã em decorrência do conflito com os EUA e Israel. Cerca de 20% do petróleo mundial passa por essa rota, e a interrupção do fluxo de petroleiros tem prejudicado o escoamento da commodity.
O preço do petróleo, essencial para a economia global, tem subido acentuadamente, gerando preocupação mundial. Diversos países buscam alternativas para reabrir o Estreito de Ormuz. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou que avalia tomar o controle do local. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que avalia “operação defensiva” para escoltar petroleiros pelo estreito.
Segundo a Bloomberg, os cortes na produção desses quatro países são a resposta mais concreta na oferta de petróleo desde o início da guerra. Esses países são alguns dos maiores produtores mundiais: a Arábia Saudita produz de 9 a 10 milhões de barris por dia, o Iraque produz até 4,5 milhões, os Emirados Árabes, 3,5 milhões e o Kuwait produz até 2,8 milhões de barris diariamente.
A situação permanece em constante evolução. A reportagem será atualizada conforme novas informações forem divulgadas.
Com informações do G1