Herbário na Amazônia: o que é, como funciona e por que é vital

O Brasil, detentor da maior biodiversidade do mundo, abriga cerca de 46 mil espécies de plantas distribuídas em seus diversos biomas. Muitas dessas espécies foram identificadas graças aos herbários, locais dedicados à preservação de exemplares vegetais para fins de estudo.

Herbários são coleções de plantas desidratadas (secas) coletadas na natureza para conhecimento, estudo e registro das espécies. Segundo Vilany Matilla Colares, bióloga e mestre em Botânica, as amostras são fundamentais para a catalogação da diversidade biológica e essenciais para pesquisas acadêmicas. “O herbário é um local de referência sobre a flora de uma região”, explica.

A criação de um herbário envolve definir seu propósito (ensino, pesquisa, conservação), o local de instalação (universidades, museus, escolas) e a captação de recursos. A coleta de plantas é uma etapa crucial, exigindo planejamento na escolha das espécies e anotações detalhadas sobre localização, data e características da planta.

Etapa de coleta de plantas para formação de um herbário. Foto: Divulgação/IMA

Após a coleta, as plantas passam por um processo de herborização – prensagem e desidratação – seguido de limpeza, identificação, montagem em exsicatas e armazenamento em local fresco, seco e protegido da luz. A partir das amostras preservadas, é possível pesquisar a vegetação de diferentes regiões, entender a distribuição das espécies e estimar a diversidade vegetal em diferentes ecossistemas.

Registro de uma planta no herbário da Embrapa. Foto: Divulgação/Embrapa

Os herbários desempenham um papel vital na conscientização sobre a flora, na identificação de novas espécies, na conservação de espécies ameaçadas e na busca de informações valiosas para pesquisas científicas. Com isso, contribuem para o avanço da ciência e a preservação da biodiversidade amazônica.

Herbário
Exemplo de herbário. Foto: Museu Virtual da Universidade de Brasília

“Por meio dos herbários, é possível trabalhar na identificação de novas espécies ou até mesmo desconhecidas, na conservação das espécies ameaçadas ou extintas, além da busca de informações valiosas através de pesquisas científicas”, pontua Colares.

Com informações do Portal Amazônia.

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