Pesquisadores brasileiros desenvolveram um índice inovador para medir a saúde do solo em manguezais, variando de 0 (pior) a 1 (melhor). A ferramenta, detalhada em artigo na revista Scientific Reports, pode ajudar gestores a priorizar ações de conservação e restauração desses ecossistemas cruciais.
O Índice de Saúde do Solo (ISS) considera atributos como carbono orgânico, fixação de contaminantes e ciclagem de nutrientes, revelando que manguezais saudáveis e restaurados oferecem serviços ecossistêmicos próximos ao máximo, enquanto áreas degradadas perdem grande parte desse potencial.
Os manguezais são chamados de “florestas de carbono azul” por sua alta capacidade de absorver CO₂ e armazenar carbono, superando até mesmo as florestas tropicais. No entanto, estimativas indicam que entre 30% e 50% dos manguezais mundiais foram perdidos nos últimos 50 anos.
O Brasil abriga a segunda maior área de mangue do planeta, com cerca de 1,4 milhão de hectares, concentrados principalmente entre o Amapá e o Maranhão. O ISS foi testado no estuário do rio Cocó, no Ceará, demonstrando a recuperação em áreas restauradas.

Agora, pesquisadores buscam entender a estabilidade do carbono armazenado e aplicar a metodologia em diferentes regiões do país, com o objetivo de mapear a saúde dos solos de manguezais em larga escala e auxiliar na mitigação das mudanças climáticas.
Com informações do Portal Amazônia.