Ministro da Fazenda aguarda resposta de estados sobre diesel e busca minimizar impacto da guerra

Novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, busca conter alta do diesel com isenção de ICMS e medidas extras, em meio a tensões no Oriente Médio

O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (20) que o governo federal ainda aguarda a resposta dos estados sobre a proposta de zerar o ICMS, imposto estadual, sobre a importação de óleo diesel até o final de maio. A medida visa conter a escalada dos preços do combustível diante das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Durigan também destacou que o governo possui “uma série de medidas” que podem ser implementadas, dependendo da evolução dos preços dos combustíveis em decorrência da guerra. A proposta do Ministério da Fazenda prevê que metade da perda de arrecadação dos estados seja compensada pela União.

De acordo com estimativas da pasta, a isenção do ICMS na importação do diesel custará R$ 3 bilhões por mês até o final de maio, com o governo se comprometendo a ressarcir R$ 1,5 bilhão por mês aos estados. A decisão final será tomada até o final de março. “Eu sigo muito confiante que a gente possa avançar, e não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida”, disse Durigan a jornalistas.

A nomeação de Dario Durigan para o cargo de ministro da Fazenda ocorreu nesta sexta-feira (20), após a saída de Fernando Haddad, que deixou a pasta para concorrer ao governo de São Paulo nas próximas eleições. Durigan era o secretário-executivo da pasta, o segundo cargo mais alto na hierarquia do ministério.

O ministro enfatizou que o governo está atento para minimizar o impacto da guerra nos custos para os brasileiros, incluindo caminhoneiros, que dependem do diesel para o transporte de cargas, e as famílias. Segundo ele, o governo busca garantir que “seja o mínimo possível”. Questionado sobre o alerta de importadores e distribuidores sobre um possível desabastecimento de diesel, Durigan afirmou que isso não ocorrerá.

“Eu sigo muito confiante que a gente possa avançar, e não avançando, o que seria uma lástima, uma falta de compromisso, a gente iria para outros caminhos para não deixar a população desguarnecida”, reforçou o ministro.

Com informações do G1

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