Pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) estão estudando o murumuru (Astrocaryum murumuru) como uma alternativa sustentável para a liberação de fármacos na indústria cosmética e farmacêutica. Testes com a manteiga do fruto demonstraram ótimo desempenho, com potencial para criar formulações tópicas mais seguras e com menor risco de irritação.
A pesquisa, que envolveu parcerias com instituições nacionais e internacionais, revelou que a estrutura do murumuru facilita a liberação prolongada de medicamentos, reduzindo a frequência de uso e aumentando a adesão ao tratamento. Os resultados foram publicados no renomado Journal of Drug Delivery Science and Technology.
Amanda Esquerdo, jovem cientista e autora do estudo, destaca que a pesquisa reforça a importância do murumuru como um excipiente funcional, e não apenas como um componente veicular em produtos. A iniciativa também valoriza as cadeias produtivas locais e contribui para a bioeconomia regional.
Os próximos passos incluem o pedido de patente e o aprimoramento da formulação, visando a transferência tecnológica para a indústria e a realização de testes clínicos. A pesquisa representa um avanço na química verde e na busca por cosméticos mais sustentáveis, com potencial para gerar desenvolvimento econômico e conservação ambiental na Amazônia.

Com informações do Portal Amazônia.