Após meses de paralisação, a Nvidia retomou a produção de chips para o mercado chinês, com autorização dos governos americano e chinês
A Nvidia retomou a produção de chips destinados especificamente ao mercado chinês, informou nesta terça-feira (17) seu diretor-executivo Jensen Huang, após a empresa americana receber pedidos autorizados pela China.
“Estamos retomando a fabricação”, anunciou Huang, em entrevista coletiva realizada paralelamente à conferência anual da Nvidia. A retomada ocorre após um período de incertezas, com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos informando, no mês passado, que nenhuma venda de chips da Nvidia para empresas chinesas havia sido realizada.
A autorização para a retomada das vendas exige aprovação tanto do governo americano quanto de autoridades chinesas. Segundo informações de diversos veículos de comunicação, Pequim pretende liberar as aprovações gradualmente, buscando reduzir a dependência da tecnologia chinesa em relação aos produtos americanos.
Em abril de 2025, o governo americano havia inicialmente proibido a Nvidia de exportar seus processadores para a China. Em agosto, um acordo foi firmado com a empresa californiana, estabelecendo o pagamento de uma comissão ao Estado, que aumentou para 25% em dezembro. Apesar do acordo, as entregas permaneceram suspensas até recentemente. No fim do mês passado, a Nvidia havia projetado não obter receita do mercado chinês no trimestre atual.
Para contornar as restrições impostas pelo governo americano, que se recusa a permitir a venda dos chips mais avançados da Nvidia para empresas chinesas, o grupo desenvolveu uma nova versão do processador H200. Essa medida visa atender à demanda chinesa dentro das limitações estabelecidas pelas políticas de exportação.
A história da Nvidia é notável, tendo sido fundada por um ex-lavador de pratos que a transformou na primeira empresa a atingir o valor de mercado de US$ 5 trilhões. A retomada da produção para a China representa um marco importante para a empresa, que busca equilibrar as demandas do mercado com as restrições governamentais.
Como um ex-lavador de pratos criou a Nvidia, 1ª empresa da história a atingir US$ 5 trilhões em valor
Com informações do G1