ONU limita a dois o número de powerbanks em voos

Nova regra da ONU restringe o uso de carregadores portáteis em voos, após incidentes com explosões. Veja o que mudou!

A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), informou que o uso de powerbanks será limitado a duas unidades por passageiro em voos a partir de sexta-feira (27). A medida visa aumentar a segurança a bordo, após uma série de incidentes envolvendo esses dispositivos.

Powerbank é uma bateria recarregável portátil utilizada para carregar celulares e outros dispositivos eletrônicos. A ICAO também determinou que os passageiros não poderão recarregar seus powerbanks durante o voo.

Sediada em Montreal, a ICAO costuma estabelecer padrões globais para a aviação, geralmente adotados por seus 193 países-membros. No caso das novas regras para powerbanks, a aplicação será imediata, demonstrando a urgência da medida. Restrições ao uso de carregadores portáteis já vinham sendo adotadas por companhias aéreas, como a Lufthansa, e por países como a Coreia do Sul, após incidentes recentes.

Em 2025, um incêndio em um avião da Air Busan chamou a atenção para os riscos associados a powerbanks. No Brasil, um caso semelhante ocorreu quando um avião da Latam precisou desviar a rota após um powerbank explodir a bordo (veja vídeo abaixo). Outro incidente aconteceu em agosto de 2025, quando um carregador portátil pegou fogo em um voo de São Paulo para Amsterdã, causando pânico entre os passageiros.

Especialistas explicam que incidentes com baterias de íon de lítio — usadas em celulares, notebooks e powerbanks — são raros. Ainda assim, podem acontecer e existem regras específicas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para reduzir perigos durante o transporte desses equipamentos (saiba mais aqui).

A ICAO reforça que a segurança dos passageiros é prioridade máxima e que as novas regras visam minimizar os riscos associados ao transporte de powerbanks em voos. A agência recomenda que os passageiros verifiquem as políticas de suas companhias aéreas antes de viajar.

Com informações do G1

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