Preços dos ovos caem na Quaresma em Bastos (SP), atingindo o menor patamar dos últimos três anos, aponta pesquisa da USP
Mesmo com uma alta de até 21% no preço dos ovos em março, um movimento comum devido à substituição da carne vermelha, o valor médio registrado durante a Quaresma de 2026 é o menor dos últimos três anos em Bastos (SP), principal polo produtor do estado de São Paulo.
Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), em Piracicaba (SP). O levantamento considera o preço dos ovos comerciais – vendidos ao comerciante – de uma caixa com 30 dúzias, para pagamento à vista.
Durante a Quaresma de 2026, o Cepea registrou como maior valor R$ 174,03 para os ovos brancos (entre 17 e 23 de março) e R$ 201,78 para os ovos vermelhos (entre 17 e 19 de março). Para comparação, em 2024, os preços foram de R$ 203,65 (vermelho) e R$ 176,66 (branco). Em 2025, R$ 239,73 (vermelho) e R$ 210,74 (branco).
A queda nos preços é resultado de uma redução acumulada ao longo de 2025, com reflexo em janeiro de 2026, que registrou a menor média para o mês nos últimos seis anos em diversas regiões acompanhadas pelo Cepea. O mercado de ovos iniciou 2026 com preços mais enfraquecidos e a alta observada em fevereiro e março não foi suficiente para superar os valores dos anos anteriores.
A procura por ovos perdeu força a partir da segunda quinzena de março, período em que tradicionalmente há redução no consumo. As cotações recuaram em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea nos últimos dias da Quaresma, após alta contínua desde 18 de fevereiro. “As elevações registradas na primeira quinzena de março garantiram aumento na média em relação a fevereiro, mas, segundo os pesquisadores, não foram suficientes para manter os preços firmes até o fim do mês”, explica o Cepea.
Apesar da oferta controlada, o menor volume de negócios foi determinante para pressionar os preços. Com a baixa liquidez, compradores intensificaram pedidos de redução nos valores. A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos aumentou ao longo de março, refletindo a menor oferta interna, sobretudo dos vermelhos. Na região de Santa Maria de Jetibá–ES, principal município produtor do Brasil, o diferencial superou os 40% em fevereiro.
Com informações do G1